Pular para o conteúdo principal

Apadrinhado, Igreja e voto

Rio Preto Motorista assume direção de museus

Rodrigo Lima

 

Hamilton Pavam
Parise não soube dizer quem indicou responsável por museus
De motorista terceirizado na Câmara de Rio Preto, o genro da pastora Glória Fernandes, da Igreja Missão da Fé, Daniel José Strine, tornou-se em um dos apadrinhados do prefeito Valdomiro Lopes (PSB). Strine foi nomeado pela portaria número 18.553 para ocupar o cargo de chefe de divisão, lotado na divisão de administração dos Museus da Secretaria de Cultura, com salário de R$ 2,5 mil por mês.

O secretário de Cultura, Antonio Carlos Parise, afirmou ontem que não tinha conhecimento de quem foi a indicação do servidor para a pasta que comanda. Ele sabe que o rapaz fica na ala dos museus e tem entre as suas tarefas agendar visitas no local. “Não é indicação minha”, disse Parise, que é vereador licenciado pelo PTB. O presidente da Câmara, Oscarzinho Pimentel (PPS), é um dos fiéis da Igreja Missão da Fé.

Atualmente, esse é um dos principais redutos eleitorais do parlamentar, tendo ele indicado a Valdomiro a liberação de R$ 150 mil do orçamento do município para a Associação Casa de Caridade Pão da Vida. A entidade é administrada pela pastora Glória. O chefe de gabinete, Alex de Carvalho, disse que não falaria sobre nomeações. Coube à assessoria de Valdomiro se manifestar sobre o assunto.

“Ele (Strine) deixou o currículo e tem experiência na área administrativa”, afirmou o secretário de Comunicação, Deodoro Moreira. Strine disse que conhece Alex e Oscarzinho. “O conheço porque ele (Oscarzinho) é membro da igreja”, afirmou o servidor comissionado. A pastora Glória afirmou que sua ligação com o presidente da Câmara não teve influência na nomeação do seu genro para o cargo. “Se houve indicação não é do meu conhecimento”, disse.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (premio Cannes)

Ter pinto é crime

Luciano Alvarenga
Uma coisa é o movimento feminista, outra, são as mulheres. Feministas gostam de política, ou pelo menos de terem contra o que levantar suas bandeiras de ódio; mulheres gostam de homens e de uma vida alem da política. O movimento feminista foi desde o princípio, pelo menos aquilo que se pode chamar assim, nos anos 1950, não em direção as mulheres, mas contra os homens. O homem sempre foi o alvo do movimento; não se trata de libertar a mulher seja do que for que se imagine ela precise ser liberta, mas de constranger o masculino de tal forma que o movimento feminista, não as mulheres, tenha mais e mais poder. Aliás, o movimento feminista não está nem ai com as mulheres, basta ver o absoluto silêncio desse movimento em relação à presença de um jogador de vôlei masculino (há quem acredite que lhe terem amputado o pênis e convertê-lo numa vagina, o tornou mulher, kkkkk) num time feminino, sem que isso cause o menor constrangimento político no movimento feminista (aqui é mais…

Sem chão nem utopia

Luciano Alvarenga A grande promessa da modernidade foi oferecer liberdade contra tudo e qualquer coisa que pudesse impedir os indivíduos de fruírem a vida sem amarras. Podemos dizer que, tal liberdade foi conquistada plenamente, e ainda que alguns resquícios de passado, com suas imposições e limites ainda resistam, derretem rapidamente nesse momento; não deixando atrás de si nada que possa servir como estandarte pra novas rebeliões. Não há contra o quê se rebelar. Todos os sólidos do passado, seja moral ou secular, estão liquefeitos; ao indivíduo resta apenas o destino de se guiar, tendo a si mesmo como referência. Ao mesmo tempo em que goza de todas as liberdades, vividas ou sonhadas, realizadas ou posta como possibilidade, o que se desenha nas pegadas daquele indivíduo é o medo, o receio, a insegurança, a incerteza em relação a si mesmo e aos seus destinos possíveis. A própria ideia de destino nada mais é que uma imagem, uma ilusão de quem ainda pensa que se guia de acordo com alguma r…