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A esperança do Serra é o esgoto

A única esperança de Serra: a vitória do esgoto na política

No Estadão papel, o repórter João Domingos dá mais detalhes da última grosseria do Serra, a tentativa de empurrar goela abaixo dos companheiros uma carta iracunda, em um momento em que a política dá sinais de civilidade.
A lógica é simples de entender.
Depois que abandonou a militância intelectual, décadas atrás, Serra se tornou uma caricatura, um leitor de orelhas de livro e de manchetes de jornal, que capta mensagens e discursos apenas pelo lead.
Impressionou-se tempos atrás com a história de Ronald Reagan, que ficou por anos martelando uma bandeira só - no caso, a do liberalismo. Quando o liberalismo chegou, ele era o dono da ideia e dos seus frutos.
Ocorre que há muito Serra deixou de ter ideias. Dias atrás encontrei-me com um velho amigo, jornalista econômico. Ambos fazíamos parte do restrito núcleo de jornalistas econômicos em início de carreira que, nos anos 80, abria espaço para Serra nos veículos em que trabalhávamos. Na época, Serra tinha escrito alguns textos clássicos sobre o "milagre", desenvolvimentismo e outros temas econômicos.
O amigo entrevistou Serra durante a campanha e ficou estarrecido com a absoluta falta de informações e ideias do candidato. Minha ficha tinha caído há mais tempo.
Sem ideias, aflorou em Serra o lado mais tenebroso que, de certa forma, era minimizado quando se acreditava que ele pudesse cumprir um papel político positivo: o de cultivador das profundezas, alimentador de dossiês, o político vingativo que anota todas as mágoas em um caderninho para futura vingança.
Para esse novo-velho Serra, só restou o discurso de esgoto. Sua única aposta é na deterioração da política, permitindo os dejetos virem à tona. Foi o que mostrou na campanha, ao transformar seus auxiliares - alguns com boa biografia - em pittbulls, ao exigir como prova de lealdade o cometimento das maiores infâmias - como foi o caso da ex-Soninha, do ex-Graeff  e outros, que sacrificaram biografias pelas miragens de poder trazidas por Serra.
Hoje Serra não é nada. É apenas um Beato Salú tentando se manter à tona como alguns dejetos de esgoto, quando jogados no rio.

Serra, sem aval do PSDB, ataca "herança maldita" do PT - politica - Estadao.com.br

Serra, sem aval do PSDB, ataca ?herança maldita? do PT
02 de julho de 2011 | 8h 56

AE/SÃO PAULO - Agência Estado

Documento elaborado pelo ex-governador José Serra e apresentado por ele ao Conselho Político do PSDB, órgão partidário que o tucano preside, afirma que "a incompetência e o autoritarismo são as marcas" do governo de Dilma Rousseff, e ressuscita o termo "herança maldita". O termo era usado pelos petistas para atacar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas agora foi aplicado aos governos do PT. O texto divulgado ontem no site do tucano não contou com o aval de todos os integrantes do conselho, entre eles o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que, procurado, preferiu não se manifestar.

Dirigentes tucanos disseram ao Estado que gostariam de alterar algumas partes do texto antes da divulgação, ainda que não discordem da análise feita por Serra. O fato de a divulgação ter ocorrido menos de 24 horas após a homenagem aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso gerou constrangimento no PSDB. Na festa, vários petistas compareceram e foi novamente lembrada pelo próprio FHC a carta enviada por Dilma a ele, na qual a petista reconhece avanços ocorridos no País durante a gestão do tucano.

Serra levou o texto, de quase sete laudas, para a reunião do Conselho Política na quarta-feira à noite. Diante da ausência de Aécio Neves e da proximidade dos eventos de homenagem a FHC, os tucanos preferiram não dar publicidade ao texto e marcar nova reunião para debatê-lo. "Como não houve tempo para fechar o consenso em torno do texto, não divulgamos. Para que fosse um documento do partido, era preciso que fosse de todos", afirmou o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE). O texto não foi divulgado no site do PSDB.

Além de Serra, integram o Conselho Político do PSDB Fernando Henrique, Sérgio Guerra, Aécio Neves, e os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e de Goiás, Marconi Perillo.

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