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A Teles e o Plano Nacional de banda larga

O PNBL e a panes das teles

Nassif,
Afirmar que banda larga de 1 mega a R$ 35,00 é popular é uma piada de mau gosto. As operadoras já oferecem preço bem próximo a este nas grandes cidades e muitos não podem arcar com este custo. Acreditar que a esse preço, nas regiões mais carentes do país, irá democratizar o aceso a informações é querer iludir a população.
Definir que as "teles" é que irão implantar com qualidade esse acesso nos "grotões" é acreditar em "histórias da carochinha". "Teles" que têm os maiores índices de reclamações no PROCON.
O governo entrar na queda de braço das "teles" com as "TVs"  para a implantação deste sistema de banda larga é se quedar aos interesses daqueles que já detêm uma grande concentração no setor de comunicação, beirando ao monopólio.
Não criar "um novo" neste momento é autorizar expressamente a ineficiência, já conhecida por todos nós, daqueles que operam nestas áreas.
Acreditar que entre o péssimo e o menos pior é melhor ficar com o segundo é uma grande demonstração de incompetência para resolver qualquer problema, ainda mais este de importância vital para a universalização do acesso a informações.
Abaixo uma matéria sobre o total desinteresse das empresas de telefonia na expansão e melhoria da qualidade dos seus serviços.
Olhaí quem é que vai fazer a banda larga…
Do Estadão
Nos celulares, base de usuários avançou 16,6% em 2010, chegando a 202,9 milhões de linhas, mas investimento das empresas caiu 2,4%
O investimento das operadoras de telecomunicações não tem acompanhado o crescimento de sua base de clientes, o que tem levado a panes cada vez mais frequentes nos serviços de telefonia e internet. Essa situação já incomoda o governo. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, cobrou medidas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Um exemplo do descompasso entre investimento e crescimento está no setor de telefonia móvel. A base de clientes avançou 16,6% no ano passado, chegando a 202,9 milhões de linhas, segundo a consultoria Teleco. Mas o investimento das empresas diminuiu 2,4%, ficando em R$ 8,2 bilhões. Esse montante foi 16,3% inferior ao pico de R$ 9,8 bilhões destinados ao setor em 2004.
O que acontece com o celular é somente um exemplo, pois a combinação de investimento baixo e crescimento alto se repete em outras áreas das telecomunicações. Os consumidores estão cada vez mais insatisfeitos com a qualidade dos serviços.
Em pouco mais de um mês, a Intelig, que pertence à TIM, teve três panes. O Speedy, da Telefônica, voltou a deixar seus usuários na mão no dia 13 deste mês, dois anos depois de a empresa ter sido punida pela Anatel, sendo impedida até de vender os serviços. E a Nextel ficou entre as palavras mais tuitadas por brasileiros no dia 10, por causa de problemas no Rio de Janeiro.
“Falta acompanhamento, supervisão e investimento”, disse Ruy Bottesi, presidente da Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET). “A infraestrutura não está preparada para suportar o crescimento. O investimento é reativo. As operadoras investem depois do aumento de tráfego, mas leva de 60 a 90 dias para importar equipamentos.”
No ano passado, os investimentos totais das operadoras no País (incluindo telefonia fixa, móvel e outros serviços) chegaram a R$ 17,4 bilhões, alta de 3,6% sobre 2009. Mesmo com o crescimento modesto, o valor está 28,1% abaixo dos R$ 24,2 bilhões investidos em 2001. A receita bruta do setor subiu mais que o investimento, avançando 4,2%, para R$ 184,9 bilhões.
“A essência do problema não está nas operadoras, mas na agência reguladora e no governo”, disse Bottesi.
“O serviço é público. O que a Anatel está fazendo para que tenhamos qualidade no serviço de telecomunicações hoje, em 2011?”, indagou.
Explicações. Para as operadoras, as críticas de que o investimento é baixo não procedem. Elas argumentam que os problemas verificados nos últimos meses são pontuais e o investimento realizado é suficiente para sustentar a expansão da base.
O fato de ele não acompanhar o ritmo do aumento do mercado teria três explicações: os equipamentos têm ficado mais baratos, graças à evolução tecnológica e à queda da demanda nos países ricos; o câmbio está favorável, fazendo com que os reais possam comprar mais equipamentos importados do que antes; e o desembolso maior é feito na instalação da rede, não na expansão desta mesma rede.

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