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Revitalização do centro de Rio Preto se inicia com o corte de 65 árvores


Esta em andamento o projeto de revitalização do calçadão de Rio Preto. As coisas tem sido tão complicadas quando se fala em poder público que dá medo quando o pessoal diz que vai fazer alguma coisa. Especialmente quando se trata de áreas nobres da cidade, como é o caso do centro.
Meses atrás surgiu a idéia de estuprar o centro da cidade construindo uma garagem com 600 vagas debaixo da praça Dom José Marcondes no centro. Não sei em que pé está isso e se essa idéia cadavérica tem a ver com a revitalização do centro.
Revitalizar é devolver a vida, dar novo vigor. Pois o projeto de revitalizar o calçadão começa matando. Matando 65 árvores daquela região.
Olha, eu não sei onde o pessoal que está a frente deste projeto estudou, o que eles pensam, e o que vai sair disso, mas um projeto de revitalização que começa cortando 65 árvores numa cidade que está mais para cimento e asfalto do que praça e jardim, não me cheira a coisa boa.
Revitalizar hoje no mundo todo, significa devolver espaços verdes a cidade. Eu li no Bom dia ontem que novas árvores serão plantadas, árvores que não atrapalhem os fios elétricos. Árvores pequenas que não estraguem os fios da CPFL e não possua raízes para não estragar a calçada, que não derrube folhas para não sujar as ruas, que não dê flores para não atrair abelhas, que não dê frutos para não atrair passarinhos. Não é mais fácil plantar árvores de plástico.
Garagem subterrânea, cortar 65 árvores que ainda refrescam aquela área. Só posso entender isso tudo como uma campanha contra a cidade.
Revitalizar é chamar a CPFL para uma conversa e dizer que toda a fiação do centro será soterrada no chão, para a retirada dos postes e dos fios que além de atrapalharem as árvores de crescerem deixam o centro horrível.
Quem precisa sair das vistas são postes e fios, não as árvores. Disseram que novas árvores plantadas terão lugar certo depois da revitalização. Não acredito.
Com praças, bosques e parques ecológicos da cidade em condição de abandono alguém vai querer saber de área verde no centro.

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