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domingo, 12 de junho de 2011

As crianças são o que o mercado quer


Havia dito sexta feira que o espancamento de um bebe de sete meses deveria nos por a pensar sobre a nenhuma importância que talvez tenha hoje uma criança para a sociedade.
Cabe também outra questão. Que importância ainda tem a maternidade neste mesmo contexto. Ser mãe ainda possui algum significado para a sociedade. Sejamos realistas, o modelo não é ser profissional, bonita, independente, capaz de viver sem dependência.
Ser mãe aqui não seria apenas um detalhe pouco siginificativo, e que ainda algumas mulheres são por pressão social ou mesmo por não saber como lidar com o fato de não sê-la.
Que olhar a sociedade lança sobre as mães? Elas são valorizadas? As mulheres recebem uma formação especial desde sua infância em casa, na escola e durante sua vida para o fato de que será mãe e que isso é importante?
Ser mãe é importante sozinha ou em parceria com um homem? Se é importante a maternidade num contexto de parceria amorosa por que os relacionamentos estáveis ganham cada vez menos adeptos?
A empregada que espancou a criança recebeu apoio quando era criança? Ou é apenas mais um fio descascado nesse longo trajeto em que poucos se importam com filhos, maternidade e educação?
Para que as famílias valorizem a maternidade e a educação de uma criança a sociedade toda precisa fazer o mesmo. Filhos abandonados em creches ou com babás aos 7 meses de idade não é apenas expressão do fato real de que as pessoas precisam trabalhar, mas também de que filhos e maternidade possui cada vez menos valor social.
Mais importante do que ter filhos educados e saudáveis emocionalmente é ter um bom emprego, carreira, reconhecimento social, status, ser um exemplar consumidor e estar ap to date com a moda, seja ela qual for.
As crianças voltaram a não ter importância nenhuma como já não tiveram em outros momentos da história, como a idada media por exemplo.
Mas se a sociedade não se interessa pelas crianças, o mercado publicitário esta muito interessado. Se os pais conversam com seus filhos a noite e nos fins de semana, a publicidade conversa com eles o dia todo, todo dia, o ano inteiro via propaganda de TV, rádio, celular, internet e tudo o mais. As crianças são o que o mercado quer.

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