Pular para o conteúdo principal

Kit Gay 2


Ainda tratando do assunto relativo ao Kit anti homofóbico a ser distribuído nas escolas, mais conhecido com kit gay, é fundamental falar sobre a escola pública como lócus da campanha.
A escola pública é uma tragédia social, abandonada por governos e sociedade, ela só volta à tona quando algum grupo, geralmente minoria, quer desenvolver alguma campanha de caráter nacional.
Agora são os grupos GLBT.
Qual é a realidade desse garoto ou adolescente de escola pública que os gays querem conscientizar à respeito da realidade homoafetiva dos homossexuais.
Em primeiro lugar, crianças e jovens que estudam nestas escolas estaduais são em sua maioria pessoas pobres quando muito de classes media baixa. Filhos que na maioria dos casos desconhecem seus pais, muitos com as próprias mães presas, irmãos assassinados ou funcionários do tráfico, em resumo sem famílias ou são criados por uma irmã mais velha ou uma tia ou avó ainda presentes. Famílias destruídas, ou nunca existentes.
São estas crianças e jovens que querem conscientizar. Crianças e jovens que não possuem a menor idéia do que são; sem referência paterna, sem referência materna, sem referência familiar, sem base amorosa, afetiva, sem estrutura psíquica; ou seja, abandonada a própria sorte e entregues a si mesmas.
Despejados no mundo, sufocados por informações as mais diversas e sem referência para se inventarem a si mesmos, terão que agora responder sobre usa sexualidade por que um grupo politizado, articulado e militante trouxe sua realidade adulta para dentro da escola com a pergunta: você sabe quem você é?
Essa campanha é de uma insensibilidade tão grande quanto aquela que o movimento gay denuncia que se pratica contra eles. Contra a violência vivida pelos gays, lance-se a violência contra crianças e adolescentes abandonados nas escolas. Porque é disso que se trata: quando exigimos que estudantes largados pela família, pela sociedade e pelo estado, sem perspectivas ainda respondam sobre de que lado estão no campo da sexualidade, a única coisa que me parece claro nisso é uma mais uma imensa violência contra os violentados de sempre.

Comentários

Sabrina disse…
Luciano me calei diante da sua ignorancia....

Postagens mais visitadas deste blog

Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (premio Cannes)

Ter pinto é crime

Luciano Alvarenga
Uma coisa é o movimento feminista, outra, são as mulheres. Feministas gostam de política, ou pelo menos de terem contra o que levantar suas bandeiras de ódio; mulheres gostam de homens e de uma vida alem da política. O movimento feminista foi desde o princípio, pelo menos aquilo que se pode chamar assim, nos anos 1950, não em direção as mulheres, mas contra os homens. O homem sempre foi o alvo do movimento; não se trata de libertar a mulher seja do que for que se imagine ela precise ser liberta, mas de constranger o masculino de tal forma que o movimento feminista, não as mulheres, tenha mais e mais poder. Aliás, o movimento feminista não está nem ai com as mulheres, basta ver o absoluto silêncio desse movimento em relação à presença de um jogador de vôlei masculino (há quem acredite que lhe terem amputado o pênis e convertê-lo numa vagina, o tornou mulher, kkkkk) num time feminino, sem que isso cause o menor constrangimento político no movimento feminista (aqui é mais…

Classe média alta de Rio Preto no tráfico de drogas

Cocaína e ecstasy rolam solto na alta rodaAllan de Abreu Diário da Região Arte sobre fotos/Adriana CarvalhoMédicos são acusados de induzir o consumo de cocaína e ecstasy em festas raveFestas caras com música eletrônica e bebida à vontade durante dois ou três dias seguidos, promovidas por jovens de classe média-alta de Rio Preto, se tornaram cenário para o consumo de drogas, principalmente ecstasy e cocaína. A constatação vem de processo judicial em que os médicos Oscar Victor Rollemberg Hansen, 31 anos, e Ivan Rollemberg, 25, primos, são acusados pelo Ministério Público de induzir o consumo de entorpecentes nesse tipo de evento.

Oscarzinho e Ivanzinho, como são conhecidos, organizam há seis anos a festa eletrônica La Locomotive. A última será neste fim de semana, em Rio Preto. Cada festa chega a reunir de 3 mil a 4 mil pessoas. Segundo a denúncia do Ministério Público, os primos “integram um circuito de festas de elevado padrão social e seus frequentadores, em especial os participa…