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Seu filho não é mais uma criança é um consumidor




Uma parte da sociedade não precisa de mais nada, tem tudo o que necessita. Como fazer que estas pessoas continuem comprando mesmo não precisando de nada?
Por outro lado existe uma parte da sociedade que nada tem e continuará desta maneira, por que o sistema não quer vender para ela aquilo que ela realmente precisa.
Teve um tempo em que o sistema produzia aquilo que era necessário, agora ele produz muito acima do que é preciso, então a questão não é mais produzir é convencer as pessoas a comprar. Quem já tem o que precisa passa a comprar o supérfluo. É aqui que o sistema investe suas forças.
Cada vez mais compramos coisas descartáveis e desnecessárias. Ora, os adultos são compradores complicados, mas as crianças não, crianças não pensam, exigem. Choram, fazem birra, gritam, esperneiam e lá vai os pais fazer exatamente os que elas querem.
Segundo pesquisadores de quase todas as áreas, uma criança de 6 meses já consegue assimilar os signos das propagandas, ou seja, a partir desta idade já distingui uma cerveja da outra, uma marca da outra. Quando ela tiver idade suficiente para andar pelos corredores dos supermercados, lá pelos dois anos de idade, ela já terá todas as informações necessárias em sua cabecinha cheia de propaganda para exigir dos pais aquilo que ela quer.
A nova modalidade das propagandas não é o consumidor adulto, que é infiel, que consegue não gastar, que troca de marcas a toda hora. O éden da propaganda é a infância. A idéia é fazer propaganda dirigida a bebes o quanto antes, ensiná-los rapidamente os truques do consumo, estimular neles a atitude para gastar.
Nos estados unidos as crianças influenciam mais os gastos numa casa do que os adolescentes e idosos.
Crianças suficientemente informadas sobre marcas e produtos buzinando na cabeça quente de adultos estressados, essa é a fórmula.
Crianças que não pensem nem brinquem, apenas queiram, consumam. É o que os sociólogos vem chamando de adultização da infância, e os publicitários chamam de consumerização da infância.
 A infância é um mercado de consumo grande demais para ser deixado aos interesses apenas das crianças. Por isso meu amigo, cada minuto do seu filho enfrente a TV é mais um consumidor no seu encalço exigindo que você compre isso e não aquilo.
O recado da publicidade é: Seu filho não é mais uma criança é um consumidor. Luciano Alvarenga

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