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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Por que a midia nada falou sobre isso

Fotos da revolta em Jirau

Histórico da construção de Jirau vai de revolta de operários à desmatamento ilegal
Além dos problemas já conhecidos, construtora Camargo Corrêa e consórcio Energia Sustentável ainda desmataram 18 hectares às margens do Rio Madeira durante construção da barragem

PROTESTO
O canteiro de obras da usina de Jirau foi, esta semana, mais uma vez palco de tumultos e aparece outra vez no cenário nacional em decorrência da falta de responsabilidade entre patrão-empregado. O protesto começou na terça-feira (15), e teve como saldo negativo incêndios e destruição de alojamentos.
Aproximadamente trezentos trabalhadores atearam fogo em quarenta e cinco ônibus e queimaram outras instalações da usina. A reivindicação chegou a tal ponto, porque os trabalhadores da usina não agüentaram mais as péssimas condições de trabalho e ainda, segundo informações dos próprios funcionários, cerca de quatro mil pessoas foram ameaçadas de demissão.
Longe do que diz a nota de esclarecimento da empresa Camargo Corrêa, os protestos prosseguem ainda nesta quinta-feira (17), já que centenas de funcionários se juntaram à frente da entrada da usina – já que no canteiro ficaram apenas os alojados –, fontes dão conta de que há possibilidade de nova revolta.
A falta de responsabilidade do consórcio responsável pela Usina é tão grande, que os vereadores de Porto Velho se viram obrigados a intervir para resolver o problema. No último dia 15, a Câmara Municipal de Vereadores da Capital criou uma comissão pluripartidária para fiscalizar de perto a aplicação dos recursos de compensação do consórcio da usina de Jirau.
O presidente da Câmara, Eduardo Rodrigues, chegou a dizer em sessão que, “os responsáveis pela Hidrelétrica de Jirau tratam a população do Jaci como lixo”. Dá razão ao vereador, qualquer pessoa que tenha ido até Jaci-Paraná somente neste período em que a Usina de Jirau está sendo construída.
Focos de prostituição infantil, criminalidade crescente, ruas e vias obstruídas por pessoas bêbadas. A iminência de uma tragédia no distrito é tão grande que os políticos de Rondônia tiveram que começar a mexer seus pauzinhos para frear os desmandos dos responsáveis pela Usina de Jirau.
DESMATAMENTO
Ainda em 2009, durante a construção da barragem , o desmatamento de uma área de 18,7 hectares às margens do Rio Madeira causou uma multa de R$ 475 mil ao Consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), responsável pela construção da usina de Jirau, em Rondônia.
De acordo com nota publicada pelo Ibama, que aplicou a autuação, as empresas do consórcio não tinham licença para remover a floresta nativa, que estava localizada em área de preservação permanente – local próximo à beira de rios, nascentes ou topo de montanhas.
"A licença parcial que eles têm permitia apenas o desmatamento de vias de acesso e do canteiro pioneiro (primeiro local para depositar material e equipamentos para a obra da usina)", explicou à época, César Guimarães, superintendente do Ibama no estado.

Confira fotos do quebra-quebra em Jirau
Imagem News teve acesso ao interior do canteiro de obras na usina de Jirau e registrou a situação de destruição em que ficou o local, após protesto dos operários, que teve inicio na tarde de terça-feira (15) e foi parcialmente controlada pelo Polícia Mili
  IMAGEM NEWS - 
  O Imagem News teve acesso ao interior do canteiro de obras na usina de Jirau e registrou a situação de destruição em que ficou o local, após protesto dos operários, que teve inicio na tarde de terça-feira (15) e foi parcialmente controlada pelo Polícia Militar nesta quarta-feira (16). Operários ameaçam recomeçar o quebra-quebra agora à noite.












 http://www.rondoniadinamica.com/arquivo/historico-da-construcao-de-jirau-vai-de-revolta-de-operarios-a-desmatamento-ilegal,24034.shtml

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