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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Oscarzinho, Pedro Roberto e Sergio Clementino


Tem duas questões envolvendo a Câmara de vereadores de Rio Preto, sendo uma o ministério público.
Segundo informações publicadas este fim de semana pelo Diário 93% dos projetos apresentados pelos vereadores este ano são ilegais ou inconstitucionais.
Ou seja, se fosse uma empresa privada ou um órgão público sério, estariam todos na rua por improdutividade. Mas são vereadores. Vereadores são importantes, mas os partidos políticos e a sociedade não pensam assim. Então se elege quem se disponibilizar para o cargo.
A câmara de Rio Preto deveria ser excelente, mas não é, deveria ter os melhores nomes da cidade, mas não. Os melhores nomes por medo, por receio, por não terem vontade, por não acreditarem que podem mudar as coisas, preferem não mexer nesse doce. Mas tem muita gente que tem coragem, tem vontade, não tem receio, e vai lá, se candidata, pede voto e se elege. É esse pessoal que de cada 12 projetos apresentados 11 são inconstitucionais ou ilegais.
A jogada é assim, o vereador vai até a base dele e ouve os eleitores, os caras pedem que se resolva algum problema ou quase isso, o vereador volta e prepara um projeto que visa atender aquele pedido, que pode ser de muitas pessoas, a comissão jurídica da camara fala pro cara, vereador, isso é ilegal, o vereador diz, não tem problema, depois ele chama a massa pro dia da votação, a camara aprova, e depois o jurídico joga no lixo como inconstitucional, o povão que foi lá e viu a aprovação bate palma para o vereador espertalhão e as vezes nem fica sabendo que o projeto está enterrado na lata de lixo da camara.
É jogada pra torcida. Depois ele publica no jornalzinho da igreja que aprovou 10 projetos, mas não fala que 9 era inconstituicional.
O Pedro Roberto votou no Oscarzinho para presidente da camara, a idéia certamente era tentar reverter o processo de cassação que segue. O Pedro está sendo fritado politicamente injustamente, é um ótimo vereador. Mas cometeu dois erros, primeiro centrou sua atividade parlamentar numa luta inglória contra os maus vereadores, é como tentar convencer bêbados num bar a pararem de beber. O resultado foi trazer contra ele a indisposição de quase todo mundo naquela casa, ou pelo menos os que ele chamou para a briga.
Segundo foi o escorregão no caso do seu assessor e o problema dele não estar onde as fichas diziam que ele estava. O caso do Oscarzinho foi muito mais grave, mas ele não foi cassado, a justiça colocou um preço no crime do Oscarzinho e ele pagou a prazo. Mas o Promotor Sérgio Clementino quer cassar agora o Pedro.
Por que um promotor não viu problema no oscarzinho e outro viu um problema grave no Pedro Roberto? É a Justiça com dois pesos e duas medidas. Alguém certa vez disse, se os bons fossem espertos como os maus o mundo estaria ótimo.















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