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Ética empresarial: o caso das pernambucanas



O caso das pernambucanas denunciado pela revista época neste fim de semana nos revela a sanha por mercado e a disputa por consumidores existente entre as empresas atualmente.
A utilização de trabalhadores escravos, geralmente migrantes de outros estados muito pobres, ou de países vizinhos, como é o caso dos Bolivianos no caso investigado por época, é a evidencia da exploração do mais fraco como forma de obter vantagens na ponta final do negócio.
Trabalhadores escravos, ou em condição de semi escravidão tem sido denunciado por organismos internacionais contra mega empresas dos mais variados setores. Marcas famosas, empresas insuspeitas vem sendo denunciadas a exaustão por ONGs e instituições que lutam pela dignidade da pessoa. Mas ainda que algo mude na hora, tudo volta a operar da mesma maneira em outro lugar com outras pessoas. Por quê?
O mercado se desgarrou de qualquer principio ético. Empresas do mundo rico, migraram nestas últimas décadas de seus países de origem, EUA, Japão, Inlaterra e Alemanha para países pobres ou em desenvolvimento na Ásia, Brasil e outros lugares periféricos.
Por quê? É mais barato produzir nestes países, sem as exigências obrigatórias de direitos trabalhistas ou sindicatos poderosos controlando os patrões, ou uma sociedade consciente de seus direitos, é possível fazer mais com menos. É ético, digo, estas empresas agem com ética ao trocarem seus países de origem por outros.
A grave crise de emprego nos Estados unidos hoje é fruto não apenas da crise econômica, mas do fato de que as grandes empresas geradoras de emprego migraram do solo americano para os países da Ásia.
Produtos baratos demais podem revelar algo de suspeito, trabalho escravo é um. O caso das pernambucanas é apenas a ponta de um iceberg monstruoso. Luciano Alvarenga

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