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domingo, 13 de março de 2011

Rios Preto e Turvo /São Paulo


A Natureza

         Temos assistido e lido nos meios de comunicação, nos últimos dias, a tragédia natural que assolou a região serrana do Rio de Janeiro, sendo computado, até o momento, mais de 740 mortes.
         A pergunta que fica é por quê? As respostas são várias, uma delas a indiferença do poder público, já que retirar as famílias das áreas de risco não traz votos e sabemos que hoje o grande interesse dos políticos é manter-se em cargos públicos ganhando altos vencimentos mensais, e com a possibilidade de continuar desviando recursos públicos, destinados à população que deles necessitam, para o próprio bolso (ou a própria cueca), a tão conhecida politicagem.
         Outro grande fator é a conduta do próprio homem que vem, anos e anos, desde a revolução industrial inglesa do século XVIII usando a natureza indiscriminadamente.
         O homem em busca do tão sonhado progresso retirou da natureza o máximo que lhe foi possível, sem cautela. Desmatamentos para formação de pasto para o gado, para plantação de cana de açúcar, para citar apenas dois casos. Emissão de gás carbônico na atmosfera pelas inúmeras fábricas, contribuindo para o aquecimento global, enfim, inúmeros atos inconseqüentes e indiferentes ao que estava e está sendo causado à natureza de forma geral.
         O homem já tem obtido mostras claras de que irá se arrepender amargamente pelo descaso com a natureza.
         A questão do desmatamento do Planeta é um dos crimes mais bárbaros que, sistematicamente, vem sendo praticado, ante a inércia das autoridades que muitas vezes até incentivam tal prática.
         A quebra do equilíbrio ecológico suscitará o surgimento e a proliferação de novos microorganismos nocivos que colocarão em risco a sobrevivência da espécie humana.
         Até quanto ficaremos indiferentes às atrocidades que vêm sendo causadas ao meio ambiente?
         Até quanto seremos indiferentes aos pescadores que durante a piracema, de forma predatória, retiram dos rios fêmeas de peixes cheias de ovos que deveriam ser desovados nos rios para manter a população de sua espécie?
         Até quando vamos nos manter indiferentes vendo grandes empresas e usinas desmatando e enterrando árvores a seu bel prazer para garantir mais lucro ao bolso dos grandes empresários e usineiros?
         Até quando vamos continuar jogando lixos nas ruas e sem exigir coleta seletiva?
         Talvez ficaremos indiferentes enquanto as catástrofes naturais não baterem às nossas portas, mas o homem tem que estar atento pois a ninguém foi garantido a causa sem o efeito.
Temos que ponderar o custo benefício em aceitar que o homem destrua a magnífica obra da Criação.

Gisele de Oliveira Garcia Paschoeto
Membro da Associação de Defesa do Meio Ambiente, dos Rios Turvo e Preto e da Cachoeira do Talhadão - AMERTP.


PORQUE DEVEMOS DIZER NÃO AS PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS NOS RIOS PRETO E TURVO.
1º .- Porque gerarão 31 impactos ambientais como morte e extinção de espécies de peixes e inundação de remanescente de mata nativa, matando a vegetação e vários animais que vivem nestas matas.
2º.- Haverá aumento de doenças como  dengue, febre amarela, leishmaniose, esquistossomos, leptospirose,  raiva, entre outras.
3º.- Os empregos que serão gerados serão temporários, no período de 01 ano, na área da construção civil.
4º.- Os empregos permanentes para operação serão destinados para profissionais com habilitação específica, como engenheiros, por exemplo e serão de no máximo 12.
5º.- Haverá alteração da vazante dos rios com a barragem de 366m de comprimento e 16 de altura para a hidrelétrica no rio turvo (o equivalente a um prédio de 07 andares), com reservatório de 5,7km2, alterando a queda do Talhadão, e barragem de 670m de comprimento com 21 de altura (o equivalente a um prédio de 11 andares) para a hidrelétrica no rio preto.
6º.- Não será permitido acesso ao Talhadão como é hoje posto tornar-se-á área de segurança, a empresa responsável que determinará a forma de acesso a ilha.
7º.- Não precisamos da energia que será gerada pela PCHs pois temos como obter energia limpa pela queima do bagaço da cana com menor custo e sem mais impactos, melhorando a qualidade da energia na região.
8º.- Para construção das PCHs e para operação a ENCALSO precisa de licença prévia, licença de instalação e licença de operação. Conforme a CETESP – DAIA – Departamento de impacto ambiental ainda não há nenhuma licença concedida sendo que a licença prévia demanda audiências públicas com prévia divulgação pela empresa e amplo acesso ao público em geral.
9º.- O município não vai ganhar nada com as hidrelétrica pois nenhum centavo do que a ENCALSO vai lucrar com a venda da energia será repassado para o município (não há royalties para Pequenas Centrais Hidrelétricas).
10º.- Toda a população do município e dos distritos continuará pagando energia elétrica, não haverá isenção de tarifa para ninguém.
TEMOS QUE DIZER NÃO AO PODER ECONÔMICO, TEMOS QUE DIZER NÃO A DESTRUIÇÃO DA VIDA, TEMOS QUE DIZER NÃO A DESTRUIÇÃO DO TALHADÃO, TEMOS DE DIZER SIM AO MEIO AMBIENTE PRESERVADO E AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.
AMERTP: Associação de Defesa do Meio Ambiente, dos Rios Turvo e Preto e da Cachoeira do Talhadão.

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