Pular para o conteúdo principal

Rios Preto e Turvo /São Paulo


A Natureza

         Temos assistido e lido nos meios de comunicação, nos últimos dias, a tragédia natural que assolou a região serrana do Rio de Janeiro, sendo computado, até o momento, mais de 740 mortes.
         A pergunta que fica é por quê? As respostas são várias, uma delas a indiferença do poder público, já que retirar as famílias das áreas de risco não traz votos e sabemos que hoje o grande interesse dos políticos é manter-se em cargos públicos ganhando altos vencimentos mensais, e com a possibilidade de continuar desviando recursos públicos, destinados à população que deles necessitam, para o próprio bolso (ou a própria cueca), a tão conhecida politicagem.
         Outro grande fator é a conduta do próprio homem que vem, anos e anos, desde a revolução industrial inglesa do século XVIII usando a natureza indiscriminadamente.
         O homem em busca do tão sonhado progresso retirou da natureza o máximo que lhe foi possível, sem cautela. Desmatamentos para formação de pasto para o gado, para plantação de cana de açúcar, para citar apenas dois casos. Emissão de gás carbônico na atmosfera pelas inúmeras fábricas, contribuindo para o aquecimento global, enfim, inúmeros atos inconseqüentes e indiferentes ao que estava e está sendo causado à natureza de forma geral.
         O homem já tem obtido mostras claras de que irá se arrepender amargamente pelo descaso com a natureza.
         A questão do desmatamento do Planeta é um dos crimes mais bárbaros que, sistematicamente, vem sendo praticado, ante a inércia das autoridades que muitas vezes até incentivam tal prática.
         A quebra do equilíbrio ecológico suscitará o surgimento e a proliferação de novos microorganismos nocivos que colocarão em risco a sobrevivência da espécie humana.
         Até quanto ficaremos indiferentes às atrocidades que vêm sendo causadas ao meio ambiente?
         Até quanto seremos indiferentes aos pescadores que durante a piracema, de forma predatória, retiram dos rios fêmeas de peixes cheias de ovos que deveriam ser desovados nos rios para manter a população de sua espécie?
         Até quando vamos nos manter indiferentes vendo grandes empresas e usinas desmatando e enterrando árvores a seu bel prazer para garantir mais lucro ao bolso dos grandes empresários e usineiros?
         Até quando vamos continuar jogando lixos nas ruas e sem exigir coleta seletiva?
         Talvez ficaremos indiferentes enquanto as catástrofes naturais não baterem às nossas portas, mas o homem tem que estar atento pois a ninguém foi garantido a causa sem o efeito.
Temos que ponderar o custo benefício em aceitar que o homem destrua a magnífica obra da Criação.

Gisele de Oliveira Garcia Paschoeto
Membro da Associação de Defesa do Meio Ambiente, dos Rios Turvo e Preto e da Cachoeira do Talhadão - AMERTP.


PORQUE DEVEMOS DIZER NÃO AS PEQUENAS CENTRAIS HIDRELÉTRICAS NOS RIOS PRETO E TURVO.
1º .- Porque gerarão 31 impactos ambientais como morte e extinção de espécies de peixes e inundação de remanescente de mata nativa, matando a vegetação e vários animais que vivem nestas matas.
2º.- Haverá aumento de doenças como  dengue, febre amarela, leishmaniose, esquistossomos, leptospirose,  raiva, entre outras.
3º.- Os empregos que serão gerados serão temporários, no período de 01 ano, na área da construção civil.
4º.- Os empregos permanentes para operação serão destinados para profissionais com habilitação específica, como engenheiros, por exemplo e serão de no máximo 12.
5º.- Haverá alteração da vazante dos rios com a barragem de 366m de comprimento e 16 de altura para a hidrelétrica no rio turvo (o equivalente a um prédio de 07 andares), com reservatório de 5,7km2, alterando a queda do Talhadão, e barragem de 670m de comprimento com 21 de altura (o equivalente a um prédio de 11 andares) para a hidrelétrica no rio preto.
6º.- Não será permitido acesso ao Talhadão como é hoje posto tornar-se-á área de segurança, a empresa responsável que determinará a forma de acesso a ilha.
7º.- Não precisamos da energia que será gerada pela PCHs pois temos como obter energia limpa pela queima do bagaço da cana com menor custo e sem mais impactos, melhorando a qualidade da energia na região.
8º.- Para construção das PCHs e para operação a ENCALSO precisa de licença prévia, licença de instalação e licença de operação. Conforme a CETESP – DAIA – Departamento de impacto ambiental ainda não há nenhuma licença concedida sendo que a licença prévia demanda audiências públicas com prévia divulgação pela empresa e amplo acesso ao público em geral.
9º.- O município não vai ganhar nada com as hidrelétrica pois nenhum centavo do que a ENCALSO vai lucrar com a venda da energia será repassado para o município (não há royalties para Pequenas Centrais Hidrelétricas).
10º.- Toda a população do município e dos distritos continuará pagando energia elétrica, não haverá isenção de tarifa para ninguém.
TEMOS QUE DIZER NÃO AO PODER ECONÔMICO, TEMOS QUE DIZER NÃO A DESTRUIÇÃO DA VIDA, TEMOS QUE DIZER NÃO A DESTRUIÇÃO DO TALHADÃO, TEMOS DE DIZER SIM AO MEIO AMBIENTE PRESERVADO E AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.
AMERTP: Associação de Defesa do Meio Ambiente, dos Rios Turvo e Preto e da Cachoeira do Talhadão.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (premio Cannes)

Ter pinto é crime

Luciano Alvarenga
Uma coisa é o movimento feminista, outra, são as mulheres. Feministas gostam de política, ou pelo menos de terem contra o que levantar suas bandeiras de ódio; mulheres gostam de homens e de uma vida alem da política. O movimento feminista foi desde o princípio, pelo menos aquilo que se pode chamar assim, nos anos 1950, não em direção as mulheres, mas contra os homens. O homem sempre foi o alvo do movimento; não se trata de libertar a mulher seja do que for que se imagine ela precise ser liberta, mas de constranger o masculino de tal forma que o movimento feminista, não as mulheres, tenha mais e mais poder. Aliás, o movimento feminista não está nem ai com as mulheres, basta ver o absoluto silêncio desse movimento em relação à presença de um jogador de vôlei masculino (há quem acredite que lhe terem amputado o pênis e convertê-lo numa vagina, o tornou mulher, kkkkk) num time feminino, sem que isso cause o menor constrangimento político no movimento feminista (aqui é mais…

Classe média alta de Rio Preto no tráfico de drogas

Cocaína e ecstasy rolam solto na alta rodaAllan de Abreu Diário da Região Arte sobre fotos/Adriana CarvalhoMédicos são acusados de induzir o consumo de cocaína e ecstasy em festas raveFestas caras com música eletrônica e bebida à vontade durante dois ou três dias seguidos, promovidas por jovens de classe média-alta de Rio Preto, se tornaram cenário para o consumo de drogas, principalmente ecstasy e cocaína. A constatação vem de processo judicial em que os médicos Oscar Victor Rollemberg Hansen, 31 anos, e Ivan Rollemberg, 25, primos, são acusados pelo Ministério Público de induzir o consumo de entorpecentes nesse tipo de evento.

Oscarzinho e Ivanzinho, como são conhecidos, organizam há seis anos a festa eletrônica La Locomotive. A última será neste fim de semana, em Rio Preto. Cada festa chega a reunir de 3 mil a 4 mil pessoas. Segundo a denúncia do Ministério Público, os primos “integram um circuito de festas de elevado padrão social e seus frequentadores, em especial os participa…