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quarta-feira, 2 de março de 2011

A internet somos nós: a revolta nos países Árabes



As revoltas inicialmente na Tunisa, depois no Egito e que agora se espalharam para a Líbia, e países Árabes certamente vai mudar o mapa geopolítico daquela região e alterar o mapa de poder no mundo.
O mais importante movimento político do mundo nas últimas décadas e certamente o mais importante da história daquela região, começou, acreditem com a revolta de um único homem que teve seu comércio, uma banquinha de rua, tomada por policiais na Tunísia.
O cara revoltado colocou fogo no próprio corpo e em questão de dias mobilizações populares se espalharam pelo país em menos de um mês, o presidente ditador caiu.
O que começou com a arbitrariedade da policia contra uma pessoa trouxe à tona todo um sentimento de revolta que se espalhou por milhões de pessoas no norte da áfrica e países árabes.
E o que catalisou tudo isso, a internet. A internet está no centro, não é a responsável, mas é a ferramenta fundamental para tudo o que está acontecendo hoje por lá. Os ditadores tentaram desconectar a internet em seus países, não funcionou, primeiro em função dos imensos prejuízos econômicos e segundo por que hoje existe tantas e variadas maneiras de se conectar que é impossível conseguir impedir as pessoas de se associarem on line.
Nos estados unidos o Estado de wisconsin aprovou uma lei que impede os sindicados de lutarem pelos direitos dos trabalhadores e impedem os trabalhadores de reinvidicarem seus direitos. Protestos por todo o Estado wisconsin e agora se espalham por todos os estados unidos atraem às ruas pessoas, especialmente jovens que nunca estiveram nem se envolveram com luta política e movimentos de massa reinvidicatórios.
Disse um jovem para um jornal local ao ver a massa na rua, “nós somos o poder”. Venho dizendo nas varias palestras que venho realizando que os jovens nem estão desligados como se imagina do interesse público e da política, mas que estão cansados de serem tratados como gado consumidor das grandes corporações, cansados de não terem importância alguma e de verem suas vidas se escorrendo insignificantemente enquanto bebem usam drogas e consomem.
Este movimento na África e países Árabes e agora nos Estados Unidos vão se espalhar pelo mundo e ganhar cores locais de acordo com a realidade de cada país. A internet mudou tudo e continuará mudando. A internet é a massa controlando a informação, especialmente os jovens. Vem mudanças profundas no horizonte. L.A

Um comentário:

Nathy. disse...

A verdade, o direito nato a informação e ao conhecimento liberta o homem!

Mesmo havendo inúmeras pessoas contra essa "liberdade virtual", baseado em seu lado negro, sou totalmente a favor dela quando utilizada como meio de disseminação de informação, de conhecimento e troca de interesses afins.