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Brasil: Wall Street Journal

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Brasil é peça-chave na estabilidade hemisférica, diz 'Wall Street Journal'

O presidente americano, Barack Obama, cumprimenta Dilma Rousseff ao chegar ao palácio da Alvorada
Obama manteve a viagem ao Brasil mesmo com ações militares na Líbia
Um artigo publicado nesta segunda-feira pelo jornal econômico americano The Wall Street Journal afirma que o Brasil é uma peça-chave na estabilidade hemisférica e que os Estados Unidos devem incentivar os esforços do novo governo brasileiro em adotar uma política externa menos complacente com governos autoritários.
O artigo, que analisa a viagem do presidente, Barack Obama, ao Brasil no fim de semana, defende a decisão do mandatário americano de manter a visita mesmo após o início das operações militares contra a Líbia, no sábado.
“Santiago (capital do Chile) e San Salvador (capital de El Salvador) poderiam ter sido adiadas”, afirma o artigo, sobre as outras duas paradas do tour de Obama. “Mas ir a Brasília para se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, no sábado, por outro lado, era importante”, diz o texto.
Para a editorialista do jornal Mary Anastasia O’Grady, “os interesses geopolíticos comuns entre os Estados Unidos e a maior democracia da América Latina” devem ser considerados como "uma boa razão para a viagem”.
'Abordagem contraproducente'
O artigo comenta a proximidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de governantes como o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ou do venezuelano Hugo Chávez e observa que Dilma “quer estabelecer uma política externa que, ao mesmo tempo em que está longe de se alinhar com os Estados Unidos, tem menos probabilidade de seguir ditadores e autoritários”.
Para a editorialista, Dilma “parece ter decidido que a abordagem de Lula era contraproducente, especialmente para o objetivo do Brasil de ganhar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU”.
“Se o Brasil está buscando uma reaproximação com os Estados Unidos, é um desenvolvimento bem-vindo para todo o hemisfério. Como um aliado nas questões fundamentais, como a tortura nas prisões cubanas, o Brasil poderia ser parte de um longamente esperado esforço regional para denunciar abusos aos direitos humanos”, diz o artigo.
O texto conclui dizendo que a nova situação poderá se mostrar útil após as eleições presidenciais na Venezuela, no ano que vem.
O jornal observa que Chávez já disse que não deixa o poder mesmo se perder as eleições. Para a autora do texto, isso poderia gerar uma situação “não muito diferente da que se desenrola na Líbia hoje”.
“Se os Estados Unidos e o Brasil estiverem em sintonia, isso ajudará”, conclui o jornal.

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