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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Serra aos poucos desaparece

As definições finais do PSDB


Algumas peças do jogo, de ontem para hoje:
1. A informação de que Kassab articula acordo com o governo federal, abandonando de vez o barco Serra.
2. A admissão por FHC, na entrevista 'a  Rede Mais TV, de que não tem a menor influência sobre Geraldo Alckmin.
3. Aécio Neves passando o rodo no PSDB. A matéria abaixo, do Diário de Pernambuco, reflete uma visão regional do embate Serra x Aécio.
Nogueira é aliado de primeira linha do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), enquanto Abi-Ackel é ligado ao ex-governador de Minas Gerais.
Aécio cresce e Serra perde espaço
Alessandra Mello
alexandramello.df@dabr.com.br
Edição de segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Mineiro desponta como líder da oposição no Congresso, e paulista perde força até no tucanato
Oinício da nova legislatura e as negociações para a definição dos líderes de partidos no Congresso Nacional evidenciam a ascensão do senador Aécio Neves (PSDB) como um dos grandes destaques da oposição e a derrocada do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Apesar do tempo que ainda falta para a disputa presidencial de 2014, Aécio já é apontado como virtual candidato ao Palácio do Planalto. Do outro lado, Serra, derrotado duas vezes na corrida pela Presidência da República, perde cada vez mais espaço dentro do próprio ninho tucano. O cenário ficou evidente no início dos trabalhos do Congresso e envolveu não só o PSDB, mas também o DEM, os dois maiores partidos da oposição.
Senador é considerado virtual candidato ao Planalto e tenta consolidar oposicionistas. Foto: Carta Z Notícias/Divulgação
Com um discurso claro de provável candidato e disposto a liderar a oposição, Aécio e seus apoiadores impuseram duas derrotas à turma serrista. Uma já foi selada: a eleição do deputado federal ACM Neto (BA) para a liderança do DEM na Câmara. A outra ainda não se concretizou, mas parece estar a caminho com a assinatura quase que por unanimidade da bancada do PSDB na Câmara de uma moção de apoio à recondução do ex-senador e agora deputado federal Sérgio Guerra (PSDB-CE) ao comando do partido. Nos bastidores, o nome de Serra, agora sem mandato, era um dos cotados para a presidência nacional do PSDB.
Por trás da vitória de ACM Neto, apareceu o ex-governador mineiro, que, além de virar votos a favor do baiano, articulou que o deputado federal Marcos Montes (DEM), seu ex-secretário de governo, desistisse da disputa em favor de ACM. A candidatura do deputado baiano à liderança teve o aval do presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), que nunca escondeu sua preferência por Aécio, desde as longas idas e vindas que culminaram com a indicação de Serra como candidato à Presidência. ACM Neto derrotou por 27 a 16 o deputado Eduardo Sciarra (PR), candidato ligado ao demo-serrista Paulo Bornhausen (SC). Essa vitória abre caminho para a eleição em março do senador José Agripino (RN) para presidir o DEM.
Marcos nega que haja interferência de Aécio nas discussões internas do DEM. Segundo ele, a sua desistência da disputa e a escolha de ACM Neto com 11 votos de vantagem nada mais é do que um posicionamento claro do partido em torno de um projeto nacional. ´Serra é uma página virada para o projeto do Democratas', afirma. Para ele, é natural que a movimentação de Aécio ´cause ciúmes' em figuras ligadas ao ex-governador José Serra. ´Terminamos a legislatura passada com uma oposição sem rumo, esfacelada. E temos agora a expectativa de um trabalho mais articulado, tendo o senador Aécio Neves como liderança.'
Moção
Também causou desgaste entre os serristas e aecistas o imbróglio em torno da possível recondução de Sérgio Guerra ao comando do PSDB. A turma ligada ao ex-governador mineiro alega que a moção pró-reeleição de Guerra foi espontânea, tanto que contou com o apoio de quase toda a bancada paulista, e que nada tem a ver com um eventual embate entre Aécio e Serra. Nega ainda que a escolha de Duarte Nogueira (SP), paraa liderança do PSDB na Câmara. e do mineiro Paulo Abi-Ackel, para o cargo de líder da minoria na Câmara, faça parte de uma estratégia para isolar Serra e fechar as portas do comando nacional da legenda para o grupo ligado a ele.

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