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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Prostituição - uma boa forma de viver

Como tratar, o que dizer quando pais vendem o corpo de suas filhas à prostituição como foi mostrada pela excelente matéria do Diário da Região deste domingo passado.
Como tratar que tal coisa aconteça e só apenas quando a imprensa mostra é que sabemos é que nos indignamos.
Que sociedade é essa em que pais vendem suas filhas, em que adultos abusam destas mesmas filhas, em que mães pouco sabem, ou sabem e pouco fazem, em que todos a tudo assistem sem que nada aconteça?
Pobreza? Pobreza sempre existiu, a questão não é econômica é dignidade, são valores. Também garotas colegiais, universitárias se entregam cada vez mais a prostituição. A prostituição saiu da condição de marginalidade em que sempre se encontrava e se transformou numa forma de ganhar a vida para além da necessidade imediata.
Para muitas garotas é uma boa forma de ganhar a vida ainda que possam ganhá-la de outras maneiras.
E o pai, o que dizer do pai. É o máximo da desmoralização, do fundo do poço, como homem, como pai, como pessoa. Como esperar algo de uma sociedade em que a prostituição, ainda que não seja novidade, intermedeia a relação do pai e sua filha?
Mas não imaginemos que este seja um problema lá, das margens, de lugares e pessoas que não visito nem conheço. Esse é um problema social, social no sentido de que falimos como sociedade. Por que garotas pobres, de classe media e rica estão se entregando cada vez mais a prostituição como forma de viver e ter o que os discursos e a propaganda dizem que é impossível viver sem.
Prostituir-se para ter um carro, andar na moda, freqüentar lugares e pessoas está comum e visto naturalmente. E quem são os homens que transam estas moças? Políticos, empresários, profissionais liberais, qualquer um que possa e que queira usufruir de corpos à venda.
Profissionais que ao mesmo tempo cumprem suas metas no emprego, tornam suas empresas exemplos de eficiência administrativa. Como já disse em aula, o que não pode é chegar na casa dos parentes de ônibus, mas se chegar de carro ninguém vai perguntar se o carro foi comprado com prostituição. O importante é ter o que mostrar.
É uma crise societária, uma crise do quero viver a qualquer custo, nada importa, nada vale nada, os valores perderam a aderência social, e os adultos partem como corvos para cima de crianças adolescentes e jovens.
É a guerra de todos contra todos. Vale tudo. Luciano ALvarenga




Um comentário:

Eder Juno disse...

Olá professor e amigo Luciano Alvarenga, mas penso que talvez a civilização seja uma religião. Criada a partir de valores heróicos podem parecer justa (a civilização) aos nossos olhos, já a prostituição seria um tipo de anti-herói, entre tantos, percebido agora pelos habitantes de nossa época. O valor talvez tenha sido perdido por ser falso.