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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

PCC e MST? Idéia seria desestabilizar o goveno Lula

Wikileaks: ataques do PCC em SP em 2006

Por Stanley Burburinho
Wikileaks: ataques do PCC em SP em 2006, ano de eleição: a tentativa de desestabilizar o governo do presidente Lula. 
"O aterrorizante levante que a principal facção criminosa de São Paulo executou durante vários dias de maio de 2006 - com 299 ataques dentro e fora das prisões e 154 mortes em confrontos nas ruas - capturou atenção redobrada da diplomacia dos Estados Unidos, que, na época, e com base em informação de um funcionário do sistema penitenciário paulista, chegou a enviar relatório a Washington dizendo que havia conotação política por trás da balbúrdia: a tentativa de desestabilizar o governo do presidente Lula."
style="font-size: medium;">DeOgDe O Globo
Relatório dos EUA relacionou facção criminosa ao MST

Publicada em 10/02/2011 às 07h49mJosé Meirelles Passos


RIO - O aterrorizante levante que a principal facção criminosa de São
 Paulo executou durante vários dias de maio de 2006 - com 299 ataques dentro e fora das prisões e 154 mortes em confrontos nas ruas - capturou atenção redobrada da diplomacia dos Estados Unidos, que, na época, e com base em informação de um funcionário do sistema penitenciário paulista, chegou a enviar relatório a Washington dizendo que havia conotação política por trás da balbúrdia: a tentativa de desestabilizar o governo do presidente Lula.

Segundo o informante Francisco de Assis Santana, supervisor do
 treinamento de empregados dos presídios, a facção tinha um parceiro na empreitada e trabalhava com o Movimento dos Sem Terra (MST) para desestabilizar o governo.

O funcionário disse que a facção e o MST trabalhavam juntos em muitas
 instâncias. Os 22 telegramas sobre o sistema penitenciário, produzidos pela embaixada dos EUA em Brasília, entre fevereiro de 2006 e setembro de 2009, foram revelados ao GLOBO pelo WikiLeaks. 
O relatório diz ainda que fontes da Polícia Federal elogiam a facção
 criminosa por sua visão de longo prazo. "Segundo elas, a organização está cultivando seus próprios advogados, trabalhando para controlar juízes e bancando alguns políticos locais no Rio e em São Paulo", diz um documento enviado a Washington. O texto relatava ainda que um agente entrevistado previa que a facção iria, "eventualmente, estabelecer ou 'alugar' um partido político que possa promover seus interesses".

Os papéis contêm descrições detalhadas sobre as péssimas condições
 carcerárias do país. Tortura de presos, superlotação, condições sanitárias ruins, doenças, abuso de prisioneiros e corrupção das autoridades do setor são apontados como rotina. A então embaixadora dos EUA no Brasil, Donna Hrinak, conclui um dos telegramas de 2006 insinuando que a perspectiva era de a deplorável situação carcerária continuar se agravando.
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/02/09/relatorio-dos-eua-relacionou-faccao-criminosa-ao-mst-923766674.asp 

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