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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Paraibuna


O Esporte em Paraibuna está doente
Luciano Alvarenga

Já faz pelo menos uns 7 ou 8 anos que venho escrevendo sobre Paraibuna, sua gente, seus líderes, sua cultura. Tenho mais de cem textos escritos. Todas às vezes que escrevo a repercussão é maior ou menor dependendo da pessoa ou fenômeno abordado. Mas fiquei impressionado com a repercussão do texto “Laurinho do Esportinho”. Mas eu sei por que.
O Sr. Laurinho jamais deveria ser Diretor de Esportes. Não tem nenhuma ligação com esporte, não é esportista, não escreve sobre e nem mesmo a Educação, que é uma dimensão fundamental do esporte, ele conhece ou dá importância. Esta no cargo por razões que ninguém sabe quais, por vontade de desenvolver um trabalho ou projeto é que não é, coisas da política.
Segundo me disseram duas dúzias de pessoas, pelo menos, foi visto embriagado numa Micaúna. Triste. Disseram-me que a Micaúna foi idéia do Sr. Laurinho. Micaúna, aliás, que é uma idéia das piores que se pode ter na cidade. Ao contrário de ser um evento de música e cultura se transformou num centro para consumo exagerado de cerveja e drogas de todo tipo. Micaúna, nascida das micaretas da Bahia é na verdade a exportação do uso de drogas em eventos públicos e com a permissão da sociedade. É a licença para usar drogas à vista de todos.
Usando o cargo mais para status e autopromoção, não trabalha nem deixa que trabalhem. Como o principio que move o Diretor de Esportes de Paraibuna não é o esporte nem sua capacidade de transformação e educação de jovens e crianças, acaba que o referido não trabalha e impede que trabalhem aqueles que ocupam cargos nessa pasta. Segundo dizem, persegue os profissionais que querem trabalhar. Lamentável.
Não faço idéia do porque o Sr. Laurinho ainda se sustenta no cargo dado a completa incompetência que sempre demonstrou para a função.
O esporte é uma diretoria fundamental numa cidade onde pouquíssimo há de lazer e cultura para jovens e crianças. Ainda mais num contexto de epidemia de drogas, inclusive cerveja, que estamos assistindo no Brasil e em Paraibuna particularmente. A pessoa que deseja ocupar função pública deve ser orientada fundamentalmente pelo desejo de servir a cidade, ser exemplo.
É inaceitável que um cargo, seja qual for, mais ainda este, o de Diretor de Esportes, fique parado, estéril, improdutivo, quando a cidade clama por opções de esportes e lazer, quando vemos a imensa quantia de jovens da cidade encostados nos muros e avenidas sem nada fazerem. A cada projeto não realizado tem como conseqüência uma infinidade de pessoas que poderiam não ter usado drogas e estão usando. A cada dia que passa sem que nada aconteça soma-se o número de famílias desesperadas ao verem seus filhos se perdendo em caminhos que poderiam ser evitados caso o setor de esportes da cidade estivesse fazendo sua parte e não faz. O tempo da brincadeira acabou, a sociedade urge por respostas, clama por soluções, e não tolera mais tais coisas. A população de Paraibuna, e mais ainda aquelas que trabalham no esporte, podem estar quietas em relação a este como qualquer outro problema, mas silencia por medo de possíveis perseguições e retaliações.
Deixo claro que este texto assim como o outro não partiu de mim, partiu da indignação de pais de família, jovens e pessoas de bem da cidade que querem ver, também os esportes, conduzido da mesma maneira séria que outros setores da prefeitura. Luciano Alvarenga, Sociólogo


Um comentário:

ShorusBlog disse...

Olá Luciano!

Sem dizer que Paraibuna poderia conceber um atleta brilhante. Seja no atletismo, ou no futebol.
Investindo em outras modalidades de esporte em ascensão Paraibuna seria um diferencial.

Abç
Daniel Shorusgol