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Natal simplesmente


Fim de ano sempre bate aquele banzo, uma certa tristeza que o  natal cuida de anunciar, pelo menos é o que muitas pessoas dizem.
Lembranças, histórias, natais passados, tudo aparece à conta gotas nos deixando saudosos e um pouco tristes. Fim de ano sempre nos coloca a pensar. Pensar sobre o ano que passou, as coisas feitas ou que ainda não foram possíveis. A insegurança, será que vou continuar no emprego o ano que vem? Será que meu relacionamento é serio, ou ainda estou na fila? Qualquer coisa parece que dói mais nesta época do ano.
Me parece também que o natal nos aproxima mais de um certo desejo de paz, de solidariedade, de justiça, de ética, e é por isso que ficamos mais entristecidos com fatos que em outras épocas do anos aceitaríamos com mais facilidade.
É como se no natal ficássemos mais sensíveis a idéia de sermos melhores, mais santos, digamos assim. A verdade é que neste momento do ano, nos lembramos com mais força de coisas que não damos, muitas vezes, atenção ao longo do ano. Parece que ter solidariedade, carinho, compreensão, apoio, ficamos com vontade de ter estas coisas.
É mais ou menos como querer uma mesa cheia no natal, cheia de amigos, familiares, comida, alegria e tudo isso sem ter que explicar, sem que ter que justificar, sem brigas, nem acertos de conta. Natal simplesmente.
Nossa sensibilidade no mês de dezembro tem haver com isso. O que queremos é o natal simplesmente. Nada de compras que não podemos pagar, nada de bebidas em demasia, nada de correria estressante, apenas o natal e os amigos e familiares e aqueles sorrisos de pessoas que se amam e se querem e estão felizes pelo simples fato de estarem juntas.
Acreditar que as coisas serão melhores pelo simples fato de que nos amamos, no fundo é apenas isso que esperamos do natal e o que queremos dele. Luciano Alvarenga

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