Pular para o conteúdo principal
Pessoal,


É com muita tristeza que informamos o falecimento do nosso querido amigo e professor HUMBERTO CÉSAR BAITELLO, vítima de uma fatalidade, dessas que acontecem e que levam os bons para um outro plano.

Seu velório será hoje, dia 06 de novembro, no Cemitério Municipal de Mirassol, à partir das 18 horas. O sepultamento deve acontecer amanhã, dia 07, mas a família ainda não definiu o horário.

É difícil falar dele usando o verbo “ser” no pretérito – “Humberto era...”. Para nós, amigos e colegas de profissão ele ainda “É” uma grande pessoa, um ativista político de causas nobres, um defensor ferrenho da comunicação livre e da liberdade de expressão.
Humberto era natural de Mirassol, filho de família italiana. Foi pra São Paulo onde fez jornalismo na PUC. Trabalhou como repórter em vários veículos na capital e assessorias de imprensa. Político de esquerda, fez parte da equipe que elaborou o manifesto e posteriormente fundou o Partido dos Trabalhadores - PT nos anos 80, ao lado de Lula e Plínio de Arruda Sampaio.
Retornou para Mirassol nos anos 90 para assumir a empresa de móveis da família e no final da década, voltou a atuar como jornalista free-lancer e assessor de comunicação. Também foi o responsável pelo departamento de comunicação da prefeitura de Mirassol entre os anos de 2005 e 2006. Como professor universitário, lecionou nos últimos 8 anos na UNILAGO em Rio Preto, disciplinas voltadas para o regionalismo cultural e para o jornalismo de reflexão. Participou também ativamente da reconstrução do Partido Trabalhista Brasileiro - PTB em Rio Preto, elaborando cartas e manifestos em defesa do trabalhismo. Neste ano, atuou diretamente nas campanhas do PTB, lideradas pelo escritório regional, fazendo toda a parte de assessoria de comunicação.
Humberto era pessoa simples. Pai, deixa dois filhos, mãe e irmãos. Uma pessoa notável, de fala mansa, pontuada por pensamentos bem formulados e posições definidas. Além da perda física que sentimos, nós, amigos e parentes sofremos com a perda de uma das pessoas mais conscientes de seu papel na sociedade. Passa para eternidade e deixa muita saudade uma mente aberta, à frente desse tempo de agora. Um cara genial, que veio, viveu e venceu.

Pedimos a todos, amigos, professores, alunos e pessoas que conviveram com ele que, se puderem, façam suas orações independentemente de credo religioso. Nesse momento, só isso já é enorme valia.

Atenciosamente,

Prof.º Arnaldo F.Vieira
Coordenação do Curso de Comunicação Social - UNILAGO

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (premio Cannes)

Ter pinto é crime

Luciano Alvarenga
Uma coisa é o movimento feminista, outra, são as mulheres. Feministas gostam de política, ou pelo menos de terem contra o que levantar suas bandeiras de ódio; mulheres gostam de homens e de uma vida alem da política. O movimento feminista foi desde o princípio, pelo menos aquilo que se pode chamar assim, nos anos 1950, não em direção as mulheres, mas contra os homens. O homem sempre foi o alvo do movimento; não se trata de libertar a mulher seja do que for que se imagine ela precise ser liberta, mas de constranger o masculino de tal forma que o movimento feminista, não as mulheres, tenha mais e mais poder. Aliás, o movimento feminista não está nem ai com as mulheres, basta ver o absoluto silêncio desse movimento em relação à presença de um jogador de vôlei masculino (há quem acredite que lhe terem amputado o pênis e convertê-lo numa vagina, o tornou mulher, kkkkk) num time feminino, sem que isso cause o menor constrangimento político no movimento feminista (aqui é mais…

Sem chão nem utopia

Luciano Alvarenga A grande promessa da modernidade foi oferecer liberdade contra tudo e qualquer coisa que pudesse impedir os indivíduos de fruírem a vida sem amarras. Podemos dizer que, tal liberdade foi conquistada plenamente, e ainda que alguns resquícios de passado, com suas imposições e limites ainda resistam, derretem rapidamente nesse momento; não deixando atrás de si nada que possa servir como estandarte pra novas rebeliões. Não há contra o quê se rebelar. Todos os sólidos do passado, seja moral ou secular, estão liquefeitos; ao indivíduo resta apenas o destino de se guiar, tendo a si mesmo como referência. Ao mesmo tempo em que goza de todas as liberdades, vividas ou sonhadas, realizadas ou posta como possibilidade, o que se desenha nas pegadas daquele indivíduo é o medo, o receio, a insegurança, a incerteza em relação a si mesmo e aos seus destinos possíveis. A própria ideia de destino nada mais é que uma imagem, uma ilusão de quem ainda pensa que se guia de acordo com alguma r…