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domingo, 7 de novembro de 2010

Humberto Baitelo

jéssica deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Pessoal, É com muita tristeza que informamos o...":

Eu estou até agora sufocada de tanta tristeza que me consumiu esta tarde ao saber que Humberto tinha falecido.
Estudei com seus dois filhos, clara e lucas, no colegial, convivemos muito juntos, muito mesmo, ao ponto de Humberto perceber que eu sentia muita falta de um pai, que nunca tive, e estender a mão, aos poucos para mim, me trazendo para um mundo, pra mim até então, inimaginável.
Humberto me apresentou literatura, depois filosofia política, depois cinema revolucionario russo, e foi então, junto a ele, que em um certo dia, escolhi minha profissão, estavamos eu , ele, sua ex mulher, Eugenia e sua filha Clara.
Naquele dia eu entendi que não bastava ser um intelectual, tinha que ser um intelectual orgânico, e eu queria ser um, e ia trilhar pelos caminhos que Humberto me mostrava, sempre.
Fu fazer História em Londrina, sempre com os ensinamentos de um homem que pra mim, é o exemplo maior de como alguém do sexo masculino, pode se desvincular totalmente da moral judaica crista e machista, e viver em pról daquilo que ele achava certo, sem falar da imensidade do amor dele pelos filhos, é tão grande, que não tem como expressar, mas para quem foi no funeral hoje, sentiu essa enormidade.
Enfim, o que quero dizer,é que além de triste, estou revoltada, porque essa geração que estamos formando, ou pelo menos convivendo, não tem a real noção de uma vida, a família Baitelo não perdeu só uma pessoa querida, mas sim um homem sensível, que coloca suas ideologias na prática e que não tinha medo de fazer inferências, enquanto jornalista, nessa sociedade medíocre.
Mesmo ainda, não aceitando, achando que tudo isso poderia ser evitado,por uma série de fatores que não são só conjunturais, mas principalmente estrutural, talvez ele estivesse vivo.
Eu tenho certeza que o pensamento de Humberto continuará vivo em seus dois filhos, meus grandes, primeiros e eternos amigos, pois herdaram a inteligência e espírito crítico do pai, e digo herdaram, não no sentido genético, pois posso afirmar isso com toda certeza, depois de tantas reuniões familiares que tive o privilégio de participar e me sentir pertencente, o grande prazer de Humberto, o prazer que norteou sua vida, foi sem dúvida o de levar conhecimento e espírito crítico à aqueles que ele gostava.
Humberto, mais uma vez...você ficará vivo, para sempre, na minha e na história de muita gente.
Termino esse texto com lágrimas, mas não poderia ser diferente, pois segundo sua filha Clara, hoje em seu velório , me disse:
Porque Jéssica, ele era tão especial, não era?
Saudações Camarada

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