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Boca no trombone

A situação brasileira, vulgo crise

Tem início na educação e assombra o país através de um ciclo. Começou a existir sabe-se lá quando, apoliticamente falando, e terminará quando nos libertarmos da ignorância. Está diretamente relacionado ao desinteresse político por parte da população, à corrupção proporcionada por esse desinteresse e ao jeitinho brasileiro de “ahh, tá bom, não vai mudar mesmo…”. Antes de explicá-lo, convém dar um nome a ele, já que hoje é uma figura tão representativa no nosso país. Eu gosto de “zica”, e assim pouparemos nossos dedos não tendo que escrever “o ciclo ignorante que nos assombra”. Então vamos à zica. Tem o seu fundamento no interior de cada brasileiro. Não de todos, não se pode generalizar, mas a maioria é assim. Não há, em região alguma do caráter do brasileiro, a vontade de mudar. Ele se contenta com o que tem, não é ambicioso. Ou simplesmente é um asno. Um pouco dos dois. De qualquer forma, a zica continua a sua existência na mente brilhante de uma pequena parte da população brasileira que eu considero parasita, por representar, se não toda, boa parte dos gastos públicos. São os nossos representantes, o método politicamente correto de dizer político safado. A classe parasita percebe então esse desinteresse brasileiro, acrescenta a ele um pão aqui, um circo ali, e assim resolve manter os asnos no estábulo, não permitindo que eles desbravem os pastos, aprendam novas coisas e assim se desenvolvam. É mais interessante para a classe parasita os asnos continuarem presos no estábulo, engolindo o que eles querem que os asnos engulam, mesmo que às vezes tenham que misturar uma copa do mundo com um escândalo político nas eleições, dentre outras coisas, simplesmente porque enquanto eles estiverem presos nesse estábulo, eles vão poder continuar tomando conta desses asnos, escolhendo o que eles devem ver, o que devem pensar, o que devem comer, como devem viver. Continuando com a zica, os parasitas resolvem então não gastar dinheiro no desenvolvimento de cada asno como um ser, para que eles sejam cada vez mais asnos. Os asnos, por serem asnos, continuam presos no estábulo e de lá não conseguem se libertar. E enquanto forem asnos, a classe parasita estará lá para privá-los. E talvez seja interessante ser asno, porque assim não terão que se preocupar se seus filhotes são asnos ou não, eles terão certeza de que são asnos. E assim a zica continua, porque ser um asno, somado ao desinteresse, desperta o interesse da classe parasita que dá continuidade à zica. Para aqueles que foram soltos há pouco tempo, fiz um esquema para demonstrar um ciclo e facilitar vosso entendimento. Para matar a zica… Terei de escrever outro texto citando as armas, mas acredito que todos saibam pelo menos uma maneira.
PS: Nada contra o animal “Equus asinus”. É que burro é politicamente incorreto, por isso só usei no esquema.

Texto e imagem by: Getúlio Lopes “

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