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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

São Paulo e o Metrô

O Metrô e a valorização imobiliária

Por Ernesto Ge
Achei que era uma ressaca braba do feriadão. Tive que ler duas vezes para acreditar.
Do Terra
A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) pretende cobrar a Prefeitura e a iniciativa privada pela valorização que provoca ao inaugurar novas linhas e estações, segundo noticiou o jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira. A companhia teria concluído o primeiro estudo que mostra o impacto nos valores dos imóveis no entorno da Linha 4-Amarela, que teria apontado uma alta média de 30% no valor dos imóveis.
O objetivo agora é exigir do poder público uma parte do Imposto Predial e Territórial Urbano (IPTU). Um novo indicador estaria sendo criado pelo Metrô para mensurar a valorização trazida pela inauguração de cada nova estação, segundo aFolha. O estudo sobre a valorização em torno da Linha Amarela do Metrô teria sido apresentado há duas semanas na Comissão de Entendimentos com Concessionárias da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras. Conforme o jornal, ele deve ser usado também para o Metrô cobrar a construção de imóveis sociais ao longo das linhas.
Comentário
Nos anos 50, o economista Rômulo de Almeida montou um modelo em Salvador, visando permitir que os ganhos com a valorização de áreas (devido a investimentos públicos) fossem apropriados pela municipalidade. Antes de iniciar uma obra, a prefeitura adquiriria as áreas que seriam beneficiadas. Em uma parte faria conjuntos habitacionas. Venderia a outra e faria caixa para novos ivestimentos públicos.
O Metrô entendeu seu papel na valorização imobiliária. Falta a Prefeitura entender também.

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