Pular para o conteúdo principal

Padres e Pastores




Quero fazer uma pausa no assunto que vinha tratando nestes dias para refletir um pouco sobre o processo eleitoral em curso, mais especificamente sobre um sentimento de ódio que se espraia pela internet, pelas conversas, e até bate papos antes tranqüilos foram encharcados com o peso do preconceito, do racismo e outros sentimentos não menos piores.
De repente um sem número de igrejas, padres, pastores, fiéis, e um sem mais passaram a propagar idéias, opiniões, visões da vida e da morte sem nenhuma responsabilidade para ouvintes, leitores e telespectadores, e o resultado é um terrível clima de caça as bruxas, de combate, de confronto que eu considero terrível.
O pais que vinha nos últimos anos num clima positivo de auto estima, de esperança de repente foi tomado de assalto por uma nuvem pesada, uma escuridão que vem se abatendo sobre pessoas, acredito honestas e de boa fé, mas que de repente se perderam em afirmações fortes, descabidas, muitas mentirosas, prejudicando de forma séria o processo eleitoral.
Responsabilidade, este é o mais forte sentimento que deve tomar conta de pessoas que são lideranças em suas comunidades e na sociedade onde estão inseridas. Lideres, sejam religiosos ou não, não podem usar seus seguidores e crentes em nome de discursos que são mais do que leituras de uma realidade, mas são sim estratégia na guerra eleitoral.
Uma coisa é o debate franco de idéias, discussões sensatas baseadas em fatos e constatações, outra é a manipulação da fé, a distorção da boa intenção das pessoas com intuito de obter ganhos eleitorais.
Um sentimento reacionário, medos profundos e que estavam adormecidos nos fundões da sociedade foram despertos nestes últimos meses, e diga-se a verdade, pela velha mídia que vem incutindo na classe média tradicional, a mais afeita aos discursos midiáticos, receios infundados e pavores que precisam ser exorcizados.
O que os promotores desta campanha sórdida estão fazendo não é apenas contaminando o processo eleitoral com subterfúgios espúrios, que certamente criarão nas pessoas receios infundados, mas o pior, deixarão um legado pós-eleição. Seja lá quem ganhe, terá que lidar com esta massa latente de ódio com fome de arrebentar em algum lugar ou pessoas.
Quando energias tão negativas são geradas elas terão que se descarregar, é ai que começam as tragédias. A velha mídia é muito responsável por tudo isso, porque vem fazendo uma cobertura jornalística sensacionalista, baixo nível com a espetacularização de manchetes com o único intuito de produzir sensação e clima tenso.
Nada no pais justifica o clima que se criou, e aqui eu retomo, a que se ter responsabilidade, mais ainda os que são lideranças. L.A

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (premio Cannes)

Ter pinto é crime

Luciano Alvarenga
Uma coisa é o movimento feminista, outra, são as mulheres. Feministas gostam de política, ou pelo menos de terem contra o que levantar suas bandeiras de ódio; mulheres gostam de homens e de uma vida alem da política. O movimento feminista foi desde o princípio, pelo menos aquilo que se pode chamar assim, nos anos 1950, não em direção as mulheres, mas contra os homens. O homem sempre foi o alvo do movimento; não se trata de libertar a mulher seja do que for que se imagine ela precise ser liberta, mas de constranger o masculino de tal forma que o movimento feminista, não as mulheres, tenha mais e mais poder. Aliás, o movimento feminista não está nem ai com as mulheres, basta ver o absoluto silêncio desse movimento em relação à presença de um jogador de vôlei masculino (há quem acredite que lhe terem amputado o pênis e convertê-lo numa vagina, o tornou mulher, kkkkk) num time feminino, sem que isso cause o menor constrangimento político no movimento feminista (aqui é mais…

Sem chão nem utopia

Luciano Alvarenga A grande promessa da modernidade foi oferecer liberdade contra tudo e qualquer coisa que pudesse impedir os indivíduos de fruírem a vida sem amarras. Podemos dizer que, tal liberdade foi conquistada plenamente, e ainda que alguns resquícios de passado, com suas imposições e limites ainda resistam, derretem rapidamente nesse momento; não deixando atrás de si nada que possa servir como estandarte pra novas rebeliões. Não há contra o quê se rebelar. Todos os sólidos do passado, seja moral ou secular, estão liquefeitos; ao indivíduo resta apenas o destino de se guiar, tendo a si mesmo como referência. Ao mesmo tempo em que goza de todas as liberdades, vividas ou sonhadas, realizadas ou posta como possibilidade, o que se desenha nas pegadas daquele indivíduo é o medo, o receio, a insegurança, a incerteza em relação a si mesmo e aos seus destinos possíveis. A própria ideia de destino nada mais é que uma imagem, uma ilusão de quem ainda pensa que se guia de acordo com alguma r…