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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ego, ID e seu primos

O ego e o equilíbrio mental
Renato Dias Martino

No equilíbrio emocional é que encontramos a condição para alcançar um estado de espírito que proprio a realização. É o que nos capacita sermos inserido na realidade, isso através da criação de recursos mentais. A difícil tarefa da construção de certo pontilhão entre o eu e o outro. Vínculos entre aquilo que não está sujeito a realidade - ou pelo menos, não está mais dependente dela. Falo da fantasia do real e aquilo que é real (independente das vontades do eu). Os sonhos são exemplos de produções da primeira classe de conteúdos, onde o que é “real” se encontra subordinado ao desejo.
Através da realização ou resultado da realização encontramos o único meio seguro para a manutenção da auto-estima, ou seja, o valor que se pode dar a si mesmo. Sabemos do nosso valor quando podemos implantar e implementar nossas realizações no mundo e o ego é a parte do aparelho psíquico (da alma) que tem a função desse equilíbrio.
O ego Ocupa fundamentalmente o papel de mediador entre o id (exigências internas) e a imposição da realidade representada por um certo ideal de eu (superego). Poderíamos dizer que o ego é a organização superior do psiquismo humano. A parte que se encontra em contato com o outro. Na infância o ego se apresenta de maneira frágil e débil. A vulnerabilidade do ego infantil é motivo de constante cuidado. É dele que dependerá o quanto nos veremos fazendo parte do mundo e disso depende nosso desempenho na vida. Esse ego infantil se estrutura através de modelos que encontra no mundo esterno. Quando não encontra toma a si mesmo como modelo e vive assim algo na ordem do narcisismo. Em outras palavras, o ego tenta a todo custo estabelecer contato com o mundo externo (de onde retira o nutriente que necessita pra viver e se fortalecer, á saber; a verdade). Contudo, na constatação da impossibilidade de fazê-lo se retira do mundo externo, voltado pra dentro agora, se recolhe no que chamamos de repressão.
A história fica mais ou menos assim: O id é a necessidade que de algum jeito deve ser satisfeita, o real é a possibilidade de satisfação e o ego vem do resultado de como se encontra essa satisfação. Em um desenvolvimento saudável o ego conta-se com a capacidade de tolerância na tarefa de troca de conteúdos do id por verdades extraídas do contato com o real, ou seja, com o mundo externo. Uma troca que implica sempre em abrir mão de certa quantidade de satisfação.
De tal modo, nesse processo o que ocorre é a consciência das faltas. Se aquilo que podemos chamar de pulsão original estiver muito distante da realidade, a função conciliadora que tem o ego (entre o id e o real), se vê comprometida. Na saúde do ego a consciência das faltas não interrompe o fluxo de criação. Isso na ordem dos sonhos, das fantasias, uma vez que, como um germe do pensamento, a imaginação que originalmente parece tosca e grosseira, pelo menos aos olhos do real, mas vem com a promessa da evolução na direção da realização. Na verdade sua origem parte justamente de um contato com o real. Até por que, é a partir da consciência daquilo que falta que a imaginação entra num complexo processo no objetivo de criar e que posteriormente ganha à possibilidade de realizar.

Prof. Renato Dias Martino Psicoterapeuta Fone: 17-30113866
renatodmartino@hotmail.com
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com/

Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Músico

Fone: 17-30113866 renatodiasmartino@hotmail.com
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