Pular para o conteúdo principal

Ego, ID e seu primos

O ego e o equilíbrio mental
Renato Dias Martino

No equilíbrio emocional é que encontramos a condição para alcançar um estado de espírito que proprio a realização. É o que nos capacita sermos inserido na realidade, isso através da criação de recursos mentais. A difícil tarefa da construção de certo pontilhão entre o eu e o outro. Vínculos entre aquilo que não está sujeito a realidade - ou pelo menos, não está mais dependente dela. Falo da fantasia do real e aquilo que é real (independente das vontades do eu). Os sonhos são exemplos de produções da primeira classe de conteúdos, onde o que é “real” se encontra subordinado ao desejo.
Através da realização ou resultado da realização encontramos o único meio seguro para a manutenção da auto-estima, ou seja, o valor que se pode dar a si mesmo. Sabemos do nosso valor quando podemos implantar e implementar nossas realizações no mundo e o ego é a parte do aparelho psíquico (da alma) que tem a função desse equilíbrio.
O ego Ocupa fundamentalmente o papel de mediador entre o id (exigências internas) e a imposição da realidade representada por um certo ideal de eu (superego). Poderíamos dizer que o ego é a organização superior do psiquismo humano. A parte que se encontra em contato com o outro. Na infância o ego se apresenta de maneira frágil e débil. A vulnerabilidade do ego infantil é motivo de constante cuidado. É dele que dependerá o quanto nos veremos fazendo parte do mundo e disso depende nosso desempenho na vida. Esse ego infantil se estrutura através de modelos que encontra no mundo esterno. Quando não encontra toma a si mesmo como modelo e vive assim algo na ordem do narcisismo. Em outras palavras, o ego tenta a todo custo estabelecer contato com o mundo externo (de onde retira o nutriente que necessita pra viver e se fortalecer, á saber; a verdade). Contudo, na constatação da impossibilidade de fazê-lo se retira do mundo externo, voltado pra dentro agora, se recolhe no que chamamos de repressão.
A história fica mais ou menos assim: O id é a necessidade que de algum jeito deve ser satisfeita, o real é a possibilidade de satisfação e o ego vem do resultado de como se encontra essa satisfação. Em um desenvolvimento saudável o ego conta-se com a capacidade de tolerância na tarefa de troca de conteúdos do id por verdades extraídas do contato com o real, ou seja, com o mundo externo. Uma troca que implica sempre em abrir mão de certa quantidade de satisfação.
De tal modo, nesse processo o que ocorre é a consciência das faltas. Se aquilo que podemos chamar de pulsão original estiver muito distante da realidade, a função conciliadora que tem o ego (entre o id e o real), se vê comprometida. Na saúde do ego a consciência das faltas não interrompe o fluxo de criação. Isso na ordem dos sonhos, das fantasias, uma vez que, como um germe do pensamento, a imaginação que originalmente parece tosca e grosseira, pelo menos aos olhos do real, mas vem com a promessa da evolução na direção da realização. Na verdade sua origem parte justamente de um contato com o real. Até por que, é a partir da consciência daquilo que falta que a imaginação entra num complexo processo no objetivo de criar e que posteriormente ganha à possibilidade de realizar.

Prof. Renato Dias Martino Psicoterapeuta Fone: 17-30113866
renatodmartino@hotmail.com
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com/

Prof. Renato Dias Martino
Psicoterapeuta e Músico

Fone: 17-30113866 renatodiasmartino@hotmail.com
http://pensar-seasi-mesmo.blogspot.com/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (premio Cannes)

Ter pinto é crime

Luciano Alvarenga
Uma coisa é o movimento feminista, outra, são as mulheres. Feministas gostam de política, ou pelo menos de terem contra o que levantar suas bandeiras de ódio; mulheres gostam de homens e de uma vida alem da política. O movimento feminista foi desde o princípio, pelo menos aquilo que se pode chamar assim, nos anos 1950, não em direção as mulheres, mas contra os homens. O homem sempre foi o alvo do movimento; não se trata de libertar a mulher seja do que for que se imagine ela precise ser liberta, mas de constranger o masculino de tal forma que o movimento feminista, não as mulheres, tenha mais e mais poder. Aliás, o movimento feminista não está nem ai com as mulheres, basta ver o absoluto silêncio desse movimento em relação à presença de um jogador de vôlei masculino (há quem acredite que lhe terem amputado o pênis e convertê-lo numa vagina, o tornou mulher, kkkkk) num time feminino, sem que isso cause o menor constrangimento político no movimento feminista (aqui é mais…

Classe média alta de Rio Preto no tráfico de drogas

Cocaína e ecstasy rolam solto na alta rodaAllan de Abreu Diário da Região Arte sobre fotos/Adriana CarvalhoMédicos são acusados de induzir o consumo de cocaína e ecstasy em festas raveFestas caras com música eletrônica e bebida à vontade durante dois ou três dias seguidos, promovidas por jovens de classe média-alta de Rio Preto, se tornaram cenário para o consumo de drogas, principalmente ecstasy e cocaína. A constatação vem de processo judicial em que os médicos Oscar Victor Rollemberg Hansen, 31 anos, e Ivan Rollemberg, 25, primos, são acusados pelo Ministério Público de induzir o consumo de entorpecentes nesse tipo de evento.

Oscarzinho e Ivanzinho, como são conhecidos, organizam há seis anos a festa eletrônica La Locomotive. A última será neste fim de semana, em Rio Preto. Cada festa chega a reunir de 3 mil a 4 mil pessoas. Segundo a denúncia do Ministério Público, os primos “integram um circuito de festas de elevado padrão social e seus frequentadores, em especial os participa…