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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Troll: da burrice ao crime

Estas eleições trouxeram à vida um personagem que de partir agora fará parte da fauna eleitoral brasileira, é o troll.
O troll só pode ganhar vida pelas características da internet, e o fato dela ser um meio de comunicação de via dupla, ou seja, eu falo e ao mesmo tempo escuto, não é como a TV e o jornal impresso, onde a gente come o que eles dão e não temos como discutir, reagir ou dar outra versão.
Quem é o troll, são figuras, anônimas ou não que se prestam a fazer um discurso desqualificador, de xingamento, baixo nível e que quase sempre visa assassinar reputações.
Partindo de mentiras, versões não confirmadas ou coisa assim passam a xingar determinada pessoa ou pessoas que não concordem com seus pontos de vista. Extremamente violentos, agressivos partem pra cima de qualquer um que não faça parte do exército sujo dos trolls.
Muitos trolls são pagos por políticos, ou pela própria mídia para fazerem o serviço, mas vem crescendo uma floresta de trolls que fazem o serviço sem ganhar nada. Fazem isso apenas para amealharem alguma fama, geralmente ruim ou serem reconhecidos por alguém em especial, mirando certamente um emprego, uma oportunidade.
Geralmente não conseguem nada disso, e o que sobra do troll é uma péssima imagem que a própria internet cuida de divulgar.
Tem o troll inocente, este geralmente atua nas redes de e-mail. Ele recebe um e-mail, quase sempre desqualificado, o mais recente é o da Dilma assassina, ai ele repassa para todos os amigos imaginando que está informando seus amigos sobre determinado tema, quando na verdade está sendo usado pelo troll para proliferar mentiras, versões falsas e xingamentos. Quase sempre nossas redes de e-mail tem centenas de pessoas, o que acaba acontecendo é que o troll inocente queima o próprio filme ao ser visto fazendo um tipo de coisa que muitas pessoas da sua rede de e-mails não imaginavam que ele se prestasse a fazer.
O Troll na maioria das vezes não tem idéias próprias, ou se tem são idéias simplistas e preconceituosas, mas na maioria das vezes ele reverbera preconceitos, xingamentos produzidos por um troll conhecido ou por trolls anônimos.
O Troll sempre acha que terá algum reconhecimento por sua iniciativa corajosa, aliás, o troll confunde irresponsabilidade sobre o que fala com coragem de falar o que se pensa. O Troll não é corajoso é burro, e depois que fala pode se tornar criminoso.
O troll entrou para a vida pública brasileira, ele só pára quando é denunciado e exposto em suas baixarias, a partir daí, em alguns casos ele pede desculpas, diz que foi usado e desaparece.
O Troll assim como o praticante de Bulling está tipificado no código civil e criminal brasileiros. Luciano Alvarenga

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