Pular para o conteúdo principal

A tragédia da educação paulista produz morte


A educação estadual é um descalabro, e as provas disso a gente vê todo dia.
Esta semana morreu em Araraquara uma garotinha de 12 anos depois de um acidente no pátio da escola quando uma trave de ferro caiu em cima dela. Segundo reportagem, que está no meu blog, a trave já havia produzido um acidente antes quando caiu no pé de um garoto.
Todo mundo sabia do problema, inclusive a direção da escola, todo mundo sabia que alguma coisa ia acontecer, todo mundo soube quando o garoto machucou o pé, todo mundo previa que algo iria rolar.
Todo mundo ficou esperando alguém morrer, e este alguém morreu, uma garota de dez anos chamada Emily.
O estado, a secretaria de educação, a diretoria de ensino, as Escolas, diretores, pais e a maioria dos professores perderam completamente a sensibilidade e o senso de responsabilidade. Ninguém tá mais nem ai. E os que se importam e sofrem e lutam contra isso são taxados, perseguidos, rotulados quando não ameaçados.
A garota morreu, e absolutamente ninguém apareceu para dar explicações, nem o diretor da escola, nem o secretário de educação municipal, nem o secretario de educação do Estado, nenhum professor, ninguém, apenas a mãe da criança, um primo e uma delegada que vai ver o que dá pra fazer. Ora não dá pra fazer nada, a garota já morreu.
Ninguém se responsabiliza por nada, essa é educação pública do estado. É uma crise de autoridade, crise por que autoridade é aquela que responde pelos fatos, se ninguém responde, não há autoridade. Se você estiver ouvindo este spot é por que a Interativa não se calou, mesmo se tratando de época eleitoral. Mais vale uma vida do que qualquer eleição.
Semana que vem ninguém mais fala na Emily e a vida segue.
Não pense que as autoridades não forma procuradas pela imprensa de Araraquara, foram, mas nenhuma se pronunciou de fato e objetivamente.
A morte da Emily é resultado da crise moral que se abate sobre a sociedade. Ninguém se responsabiliza, ninguém assumi, ninguém tem coragem de se comprometer. A morte desta menina deveria significar a renuncia do Diretor da Escola e do secretario de educação do Estado. É inaceitável que nada aconteça.
Quando a morte de uma menina de 12 anos não altera absolutamente nada na composição do poder é por que o poder não é mais pela sociedade e pelas pessoas, mas contra elas.
Quando a sociedade não se sensibiliza com a morte de uma garota dentro da escola, é por que estamos prontos para vivermos a barbárie que se abaterá sobre todos nós. Luciano Alvarenga


Isso é o que aconteceu esta semana em Araraquara...



Isso é o que estava sendo denunciado no incio do ano...



Isso é o que sabemos a anos




Comentários

wolferson disse…
A maior certeza que podemos ter por enquanto é que se a educação ainda continuar sendo deixada de lado, junto com o "abandono" da criança que esta inserida na escola e notarmos que esta realidade não é apenas uma questão municipal é uma realidade estadual e por ai vai que certas forças politicas ou melhor situando certas bárbaros políticos que tomam o poder e se tornam os situados "coronéis" deste sertão paulista onde eles mandam e desmandam e causam uma ferida gigantesca na sociedade em si onde quando a morte de uma criança é divulgada todos apenas aceitam o fato e não fazem nada para tomar alguma providencia em si, este é o reflexo apenas das muitas barbáries de quem esta no poder no nosso estado.
Para situações desesperadoras tomamos medidas desesperadoras.
A educação está à beira do caos!
Socorro! Pais nos ajudem!!!!!
Sinto-me só! E não me sinto tão feliz.

Postagens mais visitadas deste blog

Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (premio Cannes)

Ter pinto é crime

Luciano Alvarenga
Uma coisa é o movimento feminista, outra, são as mulheres. Feministas gostam de política, ou pelo menos de terem contra o que levantar suas bandeiras de ódio; mulheres gostam de homens e de uma vida alem da política. O movimento feminista foi desde o princípio, pelo menos aquilo que se pode chamar assim, nos anos 1950, não em direção as mulheres, mas contra os homens. O homem sempre foi o alvo do movimento; não se trata de libertar a mulher seja do que for que se imagine ela precise ser liberta, mas de constranger o masculino de tal forma que o movimento feminista, não as mulheres, tenha mais e mais poder. Aliás, o movimento feminista não está nem ai com as mulheres, basta ver o absoluto silêncio desse movimento em relação à presença de um jogador de vôlei masculino (há quem acredite que lhe terem amputado o pênis e convertê-lo numa vagina, o tornou mulher, kkkkk) num time feminino, sem que isso cause o menor constrangimento político no movimento feminista (aqui é mais…

Sem chão nem utopia

Luciano Alvarenga A grande promessa da modernidade foi oferecer liberdade contra tudo e qualquer coisa que pudesse impedir os indivíduos de fruírem a vida sem amarras. Podemos dizer que, tal liberdade foi conquistada plenamente, e ainda que alguns resquícios de passado, com suas imposições e limites ainda resistam, derretem rapidamente nesse momento; não deixando atrás de si nada que possa servir como estandarte pra novas rebeliões. Não há contra o quê se rebelar. Todos os sólidos do passado, seja moral ou secular, estão liquefeitos; ao indivíduo resta apenas o destino de se guiar, tendo a si mesmo como referência. Ao mesmo tempo em que goza de todas as liberdades, vividas ou sonhadas, realizadas ou posta como possibilidade, o que se desenha nas pegadas daquele indivíduo é o medo, o receio, a insegurança, a incerteza em relação a si mesmo e aos seus destinos possíveis. A própria ideia de destino nada mais é que uma imagem, uma ilusão de quem ainda pensa que se guia de acordo com alguma r…