Pular para o conteúdo principal

Rio Preto faz feio

Rio Preto despenca em desenvolvimento

Carlos Eduardo de Souza

 

Carlos Chimba
Índice divulgado pela Firjan atribuiu a Rio Preto a 19ª posição em 2007
Rio Preto desabou da 2ª para a 19ª colocação em nível nacional no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) em 2007 em relação a 2006. No ranking estadual também apresentou queda, ficando com o 18º lugar (em 2006, também ficou em 2º lugar), atrás do município de Sebastianópolis do Sul, que obteve as 17ª e 16ª colocações, respectivamente . O indicador rio-pretense ficou em 0,8945, acima do índice nacional (0,7478).

No IFDM, a Federação das Indústria do Estado de Rio de Janeiro (Firjan) avalia dados referentes aos quesitos “emprego e renda”, “educação” e “saúde”. Apenas no quesito Educação, Rio Preto apresentou desempenho superior aos apontados em 2006, quando registrou índice 0,8668, passando no ano seguinte a 0,9943 (aumento de 14,7%). Já no quesito Saúde o índice caiu de 0,9475 para 0,9379 (1% menor). Emprego e renda também apresentou queda no índice, passando de 0,9402 para 0,8514 (redução de 9,4% em 2007 quando comparado com 2006).

Entre os 20 primeiros colocados do ranking nacional do IFDM estão 19 cidades do Interior paulista, lideradas por Araraquara, que saltou do 4º lugar com 0,9173 e atingiu 0,9349. O único município não paulista neste ranking foi Macaé (RJ), ocupando a 11ª posição. Rio Preto e outras cidades da região Noroeste do Estado acabaram ficando à frente de vários centros paulistas importantes como São Paulo (87ª posição nacional e 72ª estadual), Ribeirão Preto (30ª e 28ª, respectivamente), Bauru (24ª e 23ª), Campinas (43ª e 40ª) e Santos (42ª e 39ª).

Em Minas Gerais, os municípios de Fronteira ocupou a 473ª colocação nacional e a 37ª estadual e Frutalas924ªe 79ª posições, respectivamente. Segundo o economista Gabriel Pinto, da Firjan, as colocações no ranking ocorrem em função da tendência de interiorização do desenvolvimento e a movimentação no topo do ranking paulista reforça a análise de que o grande desafio de São Paulo consiste não só em avançar com os IFDMs já muito elevados, mas também em manter a condição de desenvolvido entre os municípios. “São Caetano do Sul, primeiro colocado em 2006, desceu à 13ª colocação por decréscimo dos indicadores de educação (-2,9%) e de emprego e renda (-14,1%).”

O economista afirmou que Rio Preto, 2º lugar em 2006, caiu para a 18ª posição por decréscimo de seu IFDM influenciado pela redução de 9,4% em emprego e renda e de 1,0% em saúde. Ele explicou que, apesar de centros regionais apresentarem economias mais pujantes, o resultados dos índices possibilitam que municípios como Sebastianópolis do Sul fiquem à frente de Rio Preto e Orindiúva, Paraíso, Mirassol. A classificação do IFDM varia de 0 a 1 com quatro classificações dentro do índice de desenvolvimento baixo (0 a 0,4), regular (0,4001 a 6). moderado (0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1).

O ranking do desenvolvimento na região Noroeste paulista é marcado por municípios que tiveram empreendimentos no setor sucroalcooleiro (Sebastianópolis do Sul, Orindiúva e outros). Além de Rio Preto, outros dois líderes do ranking em 2006 também perderam muitas posições. São Caetano do Sul, primeiro colocado em 2006, desceu à 13ª colocação em 2007. E Santana de Parnaíba, que em 2006 ocupou 9ª colocação, no ano seguinte caiu para a 14ª. “Vale destacar, entretanto, que ainda assim esses municípios mantiveram pontuação elevada (acima de 0,89) e, assim, asseguraram a classificação de alto desenvolvimento e a permanência na lista dos cem maiores IFDM do Brasil em 2007”, disse Gabriel Pinto.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Se o mundo tivesse 100 pessoas LEGENDADO (premio Cannes)

Ter pinto é crime

Luciano Alvarenga
Uma coisa é o movimento feminista, outra, são as mulheres. Feministas gostam de política, ou pelo menos de terem contra o que levantar suas bandeiras de ódio; mulheres gostam de homens e de uma vida alem da política. O movimento feminista foi desde o princípio, pelo menos aquilo que se pode chamar assim, nos anos 1950, não em direção as mulheres, mas contra os homens. O homem sempre foi o alvo do movimento; não se trata de libertar a mulher seja do que for que se imagine ela precise ser liberta, mas de constranger o masculino de tal forma que o movimento feminista, não as mulheres, tenha mais e mais poder. Aliás, o movimento feminista não está nem ai com as mulheres, basta ver o absoluto silêncio desse movimento em relação à presença de um jogador de vôlei masculino (há quem acredite que lhe terem amputado o pênis e convertê-lo numa vagina, o tornou mulher, kkkkk) num time feminino, sem que isso cause o menor constrangimento político no movimento feminista (aqui é mais…

Sem chão nem utopia

Luciano Alvarenga A grande promessa da modernidade foi oferecer liberdade contra tudo e qualquer coisa que pudesse impedir os indivíduos de fruírem a vida sem amarras. Podemos dizer que, tal liberdade foi conquistada plenamente, e ainda que alguns resquícios de passado, com suas imposições e limites ainda resistam, derretem rapidamente nesse momento; não deixando atrás de si nada que possa servir como estandarte pra novas rebeliões. Não há contra o quê se rebelar. Todos os sólidos do passado, seja moral ou secular, estão liquefeitos; ao indivíduo resta apenas o destino de se guiar, tendo a si mesmo como referência. Ao mesmo tempo em que goza de todas as liberdades, vividas ou sonhadas, realizadas ou posta como possibilidade, o que se desenha nas pegadas daquele indivíduo é o medo, o receio, a insegurança, a incerteza em relação a si mesmo e aos seus destinos possíveis. A própria ideia de destino nada mais é que uma imagem, uma ilusão de quem ainda pensa que se guia de acordo com alguma r…