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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Rio Preto faz feio

Rio Preto despenca em desenvolvimento

Carlos Eduardo de Souza

 

Carlos Chimba
Índice divulgado pela Firjan atribuiu a Rio Preto a 19ª posição em 2007
Rio Preto desabou da 2ª para a 19ª colocação em nível nacional no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) em 2007 em relação a 2006. No ranking estadual também apresentou queda, ficando com o 18º lugar (em 2006, também ficou em 2º lugar), atrás do município de Sebastianópolis do Sul, que obteve as 17ª e 16ª colocações, respectivamente . O indicador rio-pretense ficou em 0,8945, acima do índice nacional (0,7478).

No IFDM, a Federação das Indústria do Estado de Rio de Janeiro (Firjan) avalia dados referentes aos quesitos “emprego e renda”, “educação” e “saúde”. Apenas no quesito Educação, Rio Preto apresentou desempenho superior aos apontados em 2006, quando registrou índice 0,8668, passando no ano seguinte a 0,9943 (aumento de 14,7%). Já no quesito Saúde o índice caiu de 0,9475 para 0,9379 (1% menor). Emprego e renda também apresentou queda no índice, passando de 0,9402 para 0,8514 (redução de 9,4% em 2007 quando comparado com 2006).

Entre os 20 primeiros colocados do ranking nacional do IFDM estão 19 cidades do Interior paulista, lideradas por Araraquara, que saltou do 4º lugar com 0,9173 e atingiu 0,9349. O único município não paulista neste ranking foi Macaé (RJ), ocupando a 11ª posição. Rio Preto e outras cidades da região Noroeste do Estado acabaram ficando à frente de vários centros paulistas importantes como São Paulo (87ª posição nacional e 72ª estadual), Ribeirão Preto (30ª e 28ª, respectivamente), Bauru (24ª e 23ª), Campinas (43ª e 40ª) e Santos (42ª e 39ª).

Em Minas Gerais, os municípios de Fronteira ocupou a 473ª colocação nacional e a 37ª estadual e Frutalas924ªe 79ª posições, respectivamente. Segundo o economista Gabriel Pinto, da Firjan, as colocações no ranking ocorrem em função da tendência de interiorização do desenvolvimento e a movimentação no topo do ranking paulista reforça a análise de que o grande desafio de São Paulo consiste não só em avançar com os IFDMs já muito elevados, mas também em manter a condição de desenvolvido entre os municípios. “São Caetano do Sul, primeiro colocado em 2006, desceu à 13ª colocação por decréscimo dos indicadores de educação (-2,9%) e de emprego e renda (-14,1%).”

O economista afirmou que Rio Preto, 2º lugar em 2006, caiu para a 18ª posição por decréscimo de seu IFDM influenciado pela redução de 9,4% em emprego e renda e de 1,0% em saúde. Ele explicou que, apesar de centros regionais apresentarem economias mais pujantes, o resultados dos índices possibilitam que municípios como Sebastianópolis do Sul fiquem à frente de Rio Preto e Orindiúva, Paraíso, Mirassol. A classificação do IFDM varia de 0 a 1 com quatro classificações dentro do índice de desenvolvimento baixo (0 a 0,4), regular (0,4001 a 6). moderado (0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1).

O ranking do desenvolvimento na região Noroeste paulista é marcado por municípios que tiveram empreendimentos no setor sucroalcooleiro (Sebastianópolis do Sul, Orindiúva e outros). Além de Rio Preto, outros dois líderes do ranking em 2006 também perderam muitas posições. São Caetano do Sul, primeiro colocado em 2006, desceu à 13ª colocação em 2007. E Santana de Parnaíba, que em 2006 ocupou 9ª colocação, no ano seguinte caiu para a 14ª. “Vale destacar, entretanto, que ainda assim esses municípios mantiveram pontuação elevada (acima de 0,89) e, assim, asseguraram a classificação de alto desenvolvimento e a permanência na lista dos cem maiores IFDM do Brasil em 2007”, disse Gabriel Pinto.


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