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Livro de inglês distribuído pelo governo de São Paulo sugere site pornô para alunos

UOL

Livro de inglês distribuído pelo governo de São Paulo sugere site pornô para alunos

Rafael Targino*
Em São Paulo
Um dos livros de inglês distribuídos pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo a alunos do ensino médio sugeria um link de um site pornográfico para que os alunos “ampliassem” seus conhecimentos da língua.
O endereço www.newsonline.com, quando digitado, leva a uma página na qual apresentadoras de telejornais tiram a roupa enquanto apresentam as notícias. Ele não é registrado no Brasil. Segundo a secretaria, na época em que o site foi relacionado no livro, levava para endereços de jornais e revistas do exterior. A assessoria de imprensa do órgão diz não saber o que pode ter acontecido.
  • Reprodução Endereço recomendado em livro leva a site pornô
O governo afirma que o material, que faz parte da série “Cadernos do Aluno”, foi utilizado no semestre passado. Os livros da série, no entanto, são consumíveis –não são reaproveitáveis, já que os estudantes fazem exercícios escritos nele. Por isso, ao final de cada bimestre, os alunos levam as obras para casa.
A coordenadora de estudos e normas pedagógicas da secretaria, Valéria de Souza, afirmou ao UOL Educação que o órgão descobriu o problema há pouco menos de uma semana. Segundo ela, a secretaria fez na sua página na internet uma "substitução" dos links e chegou a fazer uma consulta ao Ministério Público Federal sobre como resolver a questão do link. Valéria disse que os professores foram reorientados.
De acordo com a coordenadora, 645 mil alunos usaram os livros e, no bimestre da utilização, o conteúdo era adequado. No entanto, não há previsão para que as obras já distribuídas sejam recolhidas.

Dois Paraguais

Este não é o primeiro problema da série "Cadernos do Aluno". Em março do ano passado, livros de geografia para estudantes do ensino fundamental mostravam um mapa da América do Sul com dois Paraguais, invertiam a localização do Uruguai e do Paraguai e omitiam o Equador.
O erro repercutiu na imprensa internacional e os cerca de 500 mil livros foram recolhidos pelo governo estadual.
*Colaborou Juliana Carpanez, editora do UOL Tecnologia

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