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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Caso Erenice Guerra

Do Blog do Nassif

O depoimento do repórter de Veja

Por danielquireza
Do R7
Polícia Federal ouve repórter que denunciou tráfico de influência na Casa Civil
Diego Escosteguy foi o primeiro a depor em inquérito aberto para investigar lobby
A Polícia Federal ouviu na tarde desta terça-feira (21) o jornalista Diego Escosteguy, repórter que abriu uma série de denúncias de tráfico de influência que culminou na demissão da ex-ministra Erenice Guerra da Casa Civil. O depoimento durou duas horas.
Ele foi a primeira pessoa a depor no inquérito aberto há uma semana pela Polícia Federal para apurar as acusações, que atingem principalmente o filho de Erenice, Israel Guerra, que também deve falar com a PF ainda nesta semana.
Além dos dois, outro cotado é Vinícius Castro, ex-assessor da Casa Civil e primeiro a pedir demissão. Ele é sócio da Capital Consultoria, empresa de consultoria dos filhos de Erenice usada nos contratos com empresários interessados em negócios no governo.
A Polícia Federal mantém as investigações sob estrito sigilo, sem divulgar nem o nome do delegado responsável, que pediu anonimato. Quando foi aberto o inquérito, o próprio ministro da Justiça, Paulo Barreto, que comanda a PF, disse que Erenice não era o alvo.
Ela nega acusações de tráfico de influência e pediu investigações na CGU (Controladoria Geral da União) e na Comissão de Ética da Presidência, onde já foi punida com uma censura por não declarar bens ao tomar posse no ministério.
Em sua reportagem, publicada na semana passada, Escosteguy cita conversas gravadas com o empresário Fabio Baracat, que diz ter procurado uma empresa dos filhos de Erenice para facilitar contratos de uma empresa aérea, a MTA (Master Top Linhas Aéreas) com os Correios e a renovação de sua concessão para voo na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
Em troca, segundo o texto, Israel Guerra pedia uma remuneração mensal de quase R$ 25 mil pelo serviço de "consultoria".
A assessoria de impresa da PF garante que várias medidas já foram tomadas para apurar as denúncias, que incluem uma suposta proposta de Israel para favorecer uma empresa de energia eólica, a EDRB, a conseguir financiamento de R$ 9 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para instalar torres solares no Nordeste.
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/policia-federal-ouve-reporter-que...
Comentário: Vamos ver se o repórter vai se passar a ser considerado cidadão acima do bem e do mal com o pode de inventar, denunciar, caluniar, difamar e acusar sem provas. 
Comentário
Há um engano na matéria. As denúncias que precisam ser apuradas e comprovadas e que configuram crimes (contra os acusados, caso o repórter possua provas; contra o repórter, caso não possua) são as seguintes:
1. Acusou formalmente Israel Guerra e Erenice Guerra de terem recebido propinas no valor de R$ 5 milhões.

2. A idéia de que o lobista teve que deixar do lado de fora canetas ou tudo o que pudesse conter gravadores, antes de jantar com Erenice. Embora ele tenha afirmado que Erenice não conversou nem sobre acordos nem sobre valores, mas sobre amenidades e assuntos de governo, esse episódio foi utilizado pela revista e pela Eliane Cantanhêde como prova de que a conversa foi suspeita.

3. Vai ter que explicar como um pagamento para um contrato oficial assinado tinha que ser feito na surdina em dinheiro vivo, escondido em quartos de hotel. Aliás, essa afirmação, por si, já condena o jornalista a um curso de extensão de jornalismo sobre como aprender a esquentar informações sem embarcar na fantasia.

4. Terá que explicar a informação de que tem em mãos um contrato que previa taxa de sucesso no caso de captação de financiamento e o repórter ter aplicado essa taxa nos contratos nos Correios.

5. Terá de explicar, finalmente, o fato de apontar o coronel Quáquá como homem de Erenice na ANAC e esconder a informação de que o principal articulador do lobby de Israel na Anac e nos Correios - e fonte da Veja, conforme se viu depois - era um diretor demitido na última limpa da Anac e dos Correios. E que era homem de confiança de Itamar e Hélio Costa. Cadê o lobby em que a ponte é demitida pela Ministra supostamente envolvida no lobby?

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