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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Vestibular: o que vocÊ acha?

Luciano, que tal este texto? Recebi por e-mail

Abraços
William

Esta é minha crítica:

Uma série de movimentos sociais vê no modelo do vestibular uma barreira de acesso ao ensino superior público para as camadas mais populares da sociedade, alegando que os exames, da forma como são propostos, privilegiam não o conhecimento que de fato se adquiriu no ensino médio mas simplesmente a avaliação de informações memorizadas e sem conteúdo crítico.

Esta linha de pensamento é justificada pelos seus defensores, através da análise do tipo de ensino que é dado nos cursos preparatórios ao vestibular (popularmente conhecidos como "cursinhos"), considerado por eles como acrítico e repousante na memorização de fórmulas e estratégias de resolução das provas, e normalmente acessíveis apenas às camadas da população com maior poder aquisitivo. Além disso, existem outros fatores que podem influenciar no rendimento do vestibular, como, por exemplo, o estresse, já que a pressão que é exercida sobre os candidatos é alta (disputa por uma vaga cobiçada, alguns já tentaram outras vezes e não conseguiram) e alguns acabam caindo diante desse quadro, e também há o fator tempo, pois alguns candidatos acabam se atrasando, perdendo a chance de realizar a prova e tendo de esperar pelo próximo ano para realizar a prova.

Especialistas de ensino também criticam o fato de o vestibular incentivar o sistema de ensino, de uma forma geral, a apenas oferecer o conteúdo curricular que é exigido pelo exame, deixando de tocar em assuntos normalmente ignorados pelos exames, como a História da Arte, a Filosofia e a Sociologia.

Dentre as propostas para substituir o Vestibular, a mais conhecida e mais aceita é a utilização das notas obtidas pelo candidato durante os ensinos fundamental e médio. Porém, há também as propostas em que o candidato deve ser livre para se matricular no ensino superior, uma vez que ele também é livre para se matricular no ensino fundamental e médio. A meritocracia, que defende que o direito do candidato em se integrar na universidade provém do seu desempenho(mérito) no vestibular, não pode ser considerada democrática, pois não se baseia no direito e sim no poder (dos que são capazes de passar no vestibular com o auxílio dos cursinhos pré-vestibular). Se todos temos direito ao ensino público de qualidade(Constituição brasileira de 1988), logo o vestibular não condiz com a nossa estrutura política(Democracia).

Além disso, estudam-se (ou decoram-se) para prestar um exame e entrar em um univesidade que nem se quer as vezes é de boa qualidade. O Brasil tem apenas a USP na lista das 100 melhores, e, portando, é a mais concorrida do país. Os EUA tem 70% de participação nesta lista e, lá, o método para entrar é baseado em outros critérios, deixando assim, que o Ensino Médio cumpra seu papel ensinando o aluno diversas matérias, que acrescentarão valores a ele, diferente do que se ocorre no Brasil, onde você "estuda" (decora) com um unico foco: passar no vestibular e não aprender nada que vá lhe acrescentar algo como pessoa.

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William Perone

Um comentário:

Eder Juno disse...

Boa amigo, essa educação é coisa do passado: http://bit.ly/afxYS4