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Conhecimento que transforma a mente

Primeira parte: Virada cultural e virada cibernética
Nas duas últimas décadas tem se firmado a tese segundo a qual o capitalismo estaria se transfigurando ao incorporar a dimensão da cultura ao processo de produção e até mesmo a fazer dela o motor da acumulação. De certo modo, toda a discussão que se trava nas Ciências Sociais sobre a questão da pós-modernidade gira em torno daquilo que Frederic Jameson, um dos autores-chave para se pensar a transformação ocorrida, denominou "a virada cultural". Na visão de Jameson, se quisermos compreender a sociedade contemporânea, precisamos entender como a cultura vem sendo colonizada pelo capital e como tal colonização tem efeitos devastadores sobre a política, as lutas de resistência e os anseios de emancipação.
Seguindo a trilha de Jameson e de outros autores, um arguto farejador das tendências econômicas contemporâneas, Jeremy Rifkin, termina seu livro The Age of Access, argumentando que o capitalismo global não só é "knowledge based", mas também, e principalmente, que ele, ao canibalizar as culturas, todas as culturas, ameaça as próprias bases das sociedades porque dissolve a diversidade cultural do planeta através de uma instrumentalização cada vez mais intensa e acelerada (Rifkin, 2000).

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